17 February 2017

Combo

       Boa tarde caros e caras, como vão todos ?

       Eu estou bem, sinceramente bem - animada até hehehe (só um pouco chateada pois o popcorn time não está funcionando direito e não consigo terminar de assistir ao ep3 da 7ª temporada de TWD - sim, eu estou uma temporada atrasada, eu sei, eu sei; mas já superei esse fato, e estou quase abstraindo o fato de não conseguir assistir TWD). Voltando ao fato que estou animada, meu coração está até disparado, vejam só! 
       Bem, não sei se vocês sabem, mas sou cristã. Tenho bastante fé em Deus, infelizmente me afasto de Deus às vezes - e quando isso acontece tudo dá errado na minha vida, absolutamente tudo! E tudo acontece de uma só vez, é horrível! Não estou que quando estou mais próxima de Cristo nada de ruim me acontece, pois enfrento batalhas do mesmo jeito, mas elas são mais fáceis de lidar pois estou em paz, e quando estou afastada de Cristo a paz some. Ultimamente tenho enfrentado algumas batalhas, e elas não tem sido nada fáceis, muito pelo contrário, essas batalhas tem consumido tudo o que eu sou. Tenho a terrível tendência a fica obcecada pelos meus problemas até que eles se resolvam, conforme cada uma vai se resolvendo fico mais leve e alegre - até minha pele fica mais viçosa. Toda vez que me afasto de Deus eu passo por um grande deserto, e esse deserto me leva para mais perto de Deus, faço várias orações, leitura bíblica... E é gostoso esse reaproximar, esse recomeço com Deus, aliás, acho que todos deveríamos ter alguns recomeços ao longo da vida. Mesmo com a reaproximação com Deus, ainda tenho surtos de ansiedade, de insegurança e acima de tudo medo, e eu garanto, ter medo é o pior sentimento que existe! 
       Será que algum dia eu conseguirei escrever um artigo sem divagar tanto? Enfim... Com todas essas batalhas, e aproximação com Deus, leituras bíblicas entre outros, percebi algumas coisas sobre mim que não eram legais. Já havia pensado sobre esses meus defeitos, mas nada concretizado ainda, e ontem, conversando com uma aluna a H, e em uma conversa diferente, com teor similar, com uma amiga MM (nome composto) algumas fichas caíram. Colegas! Essa semana tem sido de grandes revelações em minha vidinha, estou até meio zonza. Minha conversa com a H era sobre repetir comportamentos padrões, como os comportamentos de nossas mães. Todas nós falamos "jamais farei isso, quero ser totalmente diferente de minha mãe quando for minha vez", e temos a doce ilusão de que isso será verdadeiro; bom, pode se tornar, mas falarei sobre isso um pouco mais pra frente. Eu sempre disse que jamais seria como minha mãe em relacionamentos: dura, inflexível, possessiva, mandona e uma pessoa que impõe sua vontade, sem considerar o outro. E vejam só a ironia do destino: eu fiz exatamente isso! E não foi uma experiência agradável, pois acabou levando o melhor relacionamento que eu já tive pro brejo. Como isso doeu, perceber que havia caído em uma armadilha criada por mim mesma. 
       E é nesse momento que entra não somente a conversa com minha amiga MM, minha animação e Deus - "nossa! Quanta gente" você deve estar pensando, mas elas se complementam. Primeiro falarei da minha conversa com a MM, na verdade foi uma conversa via whatsapp, uma loonga conversa (a bonita me mandava áudios enormes! o menor deles tinha cerca de 7 minutos, e o maior tinha 16!!). Ela acabou de se casar, e começamos a falar sobre relacionamentos, não abri muito minha situação pois não achei necessário, falamos sobre mudanças, sobre orgulho e sobre o amor. Acredito que o ponto principal dessa conversa tenha sido o fato de que quebramos nosso orgulho quando gostamos de verdade de alguém (que fique bem claro, falávamos de nós duas, do que nós faríamos e não do que esperávamos do outro). Nós mudamos sem perceber pelo bem do relacionamento, tudo aquilo que dizíamos que nunca faríamos ou aceitaríamos caí por terra, e se torna um prazer fazer. Como já diria Paulo em 1 Coríntios 13.1-13 (farei um breve resumo) "ainda que falasse a língua dos anjos, sem amor nada seríamos; pois o amor é bondoso, paciente, tudo suporta, tudo crê, não busca seus interesses, é benigno, tudo sofre  e tudo espera". Essa passagem é linda, é extremamente forte, e extremamente esclarecedora. Deus entra nesse momento, na transformação, e no amor. Creio plenamente que foi Cristo quem deixou beeeem claro meu jeito errado de ser, pois até entrar em meu deserto eu achava que agia em certas coisas como minha mãe, mas que ainda assim era diferente. Achava isso pois durante um período pré-deserto eu era mais carinhosa e mais gentil, e aos poucos entrei numa fase em que fui horrível, grosseira, orgulhosa e arrogante com todos (como falado no artigo precedente), e logo após esse momento eu entrei no deserto, o tão dolorido deserto - que fique claro, eu mesma me coloquei na situação que estou hoje, ninguém colaborou, ninguém me fez sofrer, nem nada; eu de livre e espontânea burrice me coloquei nessa situação. E somente Deus sabe que faria de tudo para revertê-la. 
       Ao entrar no deserto eu comecei a ver algumas coisas, perceber algumas coisas que deveriam ser mudadas, já as tenho na minha mente, na teoria, o principal fato é que o combo dureza+inflexibilidade+orgulho+arrogância tem sido quebrados e se transformado em gentileza, carinho e compreensão. Isso é legal, fico tão animada quando consigo perceber meus erros, e ainda dá tempo de corrigir, afinal, não estou morta! Estou tão feliz por ter percebido agora, antes tarde do que nunca, algumas coisas que preciso mudar. E olha, é tão agradável poder mudar por algo que vale - ou valerá - a pena: um amor, um relacionamento. Estou ansiosa, num bom sentido, para colocar logo em prática tudo o que está borbulhando dentro de mim. Não sei exatamente como serão meus dias daqui pra frente, não sei o que o futuro me aguarda, mas sei que estou com um brilho diferente nos olhos, com um ritmo novo no coração e uma vontade absurda de mostrar que mudar pode ser prazeroso, e isso é possível, mudar sem nada exigir, mas sim por valer a pena, por ser bom. Ainda tenho muito o que evoluir em quanto ser humano, creio que morrerei e ainda terei muito o que mudar, mas posso me contentar com o que consegui por enquanto.

02 February 2017

Composta

       Olá caros leitores e leitoras, como vão todos?

       Eu estou bem, pensativa, como sempre... Hoje estou pensando sobre a saudade, na verdade eu a estou sentindo. Há quem diga que a palavra 'saudade' é uma das mais difíceis de ser traduzida, honestamente, eu discordo disso. Ao meu ver a saudade é a falta que algo ou alguém faz em sua vida, e existem palavras em outras línguas que expressam essa ideia. Porém não sou tradutora, e não vou debater esse assunto em um artigo de um blog que ninguém conhece, seria uma completa perda de tempo, mas exprimir meus sentimentos e o que penso/como lido - ou como gostaria de lidar com eles - é algo válido nesse blog. 
light, room, and bedroom image       Vejamos, para mim a saudade é um sentimento - diferente do amor que é decisão, e assim como a paixão: um sentimento. Bom, eu considero um sentimento porque é algo que bate no peito, que aperta o coração e que pode ser bom ou ruim. A nostalgia é a saudade boa, é aquele momento em que você lembra de algo gostoso de seu passado e tem vontade de voltar para lá, de viver aquilo novamente. Acho isso tão gostoso, voltar aos bons momentos... Confesso que sou um bocado nostálgica, e adoro isso, sempre revivo bons momentos que passei ao longo dos tempos. Tenho agendas com lembranças de todos os bons dias que passei, sempre que vou a algum local legal eu trago comigo um guardanapo, um ticket, um bilhete de entrada, entre outros, e depois colo em minha agenda e descrevo o dia em tópicos, assim sempre que ver alguma agenda do passado todas essas boas memórias voltam e fico feliz. Atualmente além da minha agenda eu também tenho fotos coladas na parede ao lado da minha cama, são fotos da última viagem que fiz, e foi com meu namorado. Foram dias intensos, mas em sua maioria deliciosos! Tenho várias fotos na parede, fotos de paisagens, com meu namorado e algumas sozinha. É gostoso tirar fotos, revelá-las, e até mesmo publicá-las. Confesso que não tenho nenhuma foto com meu namorado em redes sociais, espero esse primeiro passo dele, não gosto de me expor totalmente, e acho que casal que é feliz não precisa expor isso ao mundo, mas acho legal ter uma foto junta ou outra, não para exibir ou provar alegria para os outros,  mas sim por não ter motivos para esconder o relacionamento, por não se envergonhar de estar com alguém, por querer mostrar para o mundo que a única pessoa que você quer ao seu lado é sua namorada. Sabe, aquelas fotos bobas ''Netflix and Chill'', não fotos de viagem, barzinho, blá - isso pertence ao casal somente. E é gostoso ter fotos juntos, fotos de verdade, reveladas, para olhar e relembrar do momento, bater aquela nostalgia e querer voltar no tempo, naquele dia especial, em que algo diferente foi feito. E a foto da rede social, uma foto normal, por gostar da pessoa, por querer mostrar ao mundo que é dela que você gosta - e você não tem medo de mostrar isso ( mas sem declarações, por favor, as declarações devem ser feitas no particular ), pois o excepcional não interessa aos outros, afinal, como já diria uma colega "aquilo que ninguém sabe, ninguém estraga". Pois bem, cá estou divagando novamente haha. Bem, essa é a nostalgia, a saudade boa; e onde fica a saudade ruim?
sad, text, and message image       A saudade ruim, é a saudade em si - redundante não? É aquele aperto no coração, é a sensação de que seu coração parece fraco, parece de areia, parece que dói pra bater. A saudade é não saber como agir, é querer falar com alguém que precisa de um espaço, é precisar de um 'oi' de uma pessoa especial e não o receber, é querer dar esse 'oi' e temer irritar o outro.  A saudade é querer contar boas coisas, e coisas ruins para aquela pessoa especial, mas ter que respeitar o silêncio dela, é ficar no escuro, sem saber como agir, e ainda sim pensar em mil formas diferentes de tentar chamar a atenção da pessoa especial. Meus caros, esse sentimento é uma tortura, você quer abraçar alguém que não pode - seja pela distância física ou emocional, você precisa da presença dela e tenta se contentar em usar uma camiseta dela como fronha para poder abraçar e sentir o cheiro de quem você gosta, é ver as fotos, e sentir aquela nostalgia e começar a sorrir, querer voltar para o passado, e saber que ele não volta e começar a pensar no presente e cair em si e ver que aquilo passou. A saudade é triste. É cruel, ela te mata aos poucos, e não há nada que você possa fazer para acabar com ela. Afinal, ela é composta de você e de outra pessoa, e a não ser quer que a outra pessoa fale contigo, não há que possa ser feito, além de esperar e esperançar.

29 January 2017

Fracasso

Conforme havia falado no último post, escreverei cartas, e a primeira será para mim mesma. 



"Querida M, como vai?

Eu não vou bem, sinceramente não vou bem. Estou em grandes dificuldades, e elas começam com o fato de não saber lidar com as coisas, ou com muitas coisas ao mesmo tempo. Tenho vários medos, e não sei como admiti-los, e muito menos como os resolver, e isso me torna uma pessoa detestável, pois eu me detesto nesse momento. Tenho algumas questões do meu futuro profissional para resolver, e me dá agonia não conseguir achar uma solução imediata. Além disso, que me tira o sono, tenho passado por uns problemas familiares, tenho me estranhado muito com minha mãe, muito! Temos brigados, por nada, ela muitas vezes é muito dura comigo nas palavras - confesso que também sou dura. Aliás, sou uma pessoa mais fria, bem fria, ou pelo menos eu gostaria de ser. Hoje tive uma discussão horrível com minha mãe, ela me disse coisas que muito me magoaram, sinto como se não conseguisse pertencer a algo, ou a algum local. Sinto-me constantemente perdida, principalmente em meio familiar, muitas vezes tenho a melhor família do mundo! Com a melhor mãe de todas, mas em outros momentos tenho vontade de apenas pegar minhas coisas e sumir. E nesse exato momento estou assim, estou perdida, completamente perdida! E nessas brigas ouço sempre coisas que ninguém deveria. 
Minha mente, por si só faz muito barulho, ela constantemente me acusa de tudo, de absolutamente tudo, de não ser perfeita, de não ser magra, de não conseguir lidar com os problemas, de sempre afastar as pessoas ao meu redor, de ser fechada, de não conseguir separar meus problemas familiares e descontar em quem está ao meu lado e realmente fez de tudo para me ver bem. Minha mente constantemente me acusa, não me deixa dormir, me faz ter pesadelos, e me faz perder quem realmente vale a pena ter ao lado, minha mente não me da sossego, sempre quer tudo pra já, pois se não for pra já é pelo simples fato de que eu não sou boa o suficiente para não conseguir as coisas rápido, me torno um fracasso. Aliás, sou um fracasso, por ter 25 anos e não estar formada, não ter um emprego super legal e de status, sou um fracasso pois minha mãe vem me saturando de brigas e eu descontei no meu namorado - aliás, com quem eu terminei pois não posso terminar com a família e ele era quem de fato me dava carinho. Sou um fracasso pois não consigo confiar em meu namorado, não consigo ser boa o suficiente para ele, não consigo fazer com que ele goste de mim assim como eu gosto dele, sou um fracasso pois com outras ele tinha fotos e mais fotos no facebook - aliás, creio que ele ainda as tem no computador - e comigo nada tem, sou um fracasso por ter que implorar para ele ter algo comigo no maldito do facebook e ele não ter, sou um fracasso por me apegar a isso, por achar que a ex é mais importante para ele do que jamais poderei ser. Sou um fracasso por não ter confiança completa em mim, por sempre achar que as outras serão melhores, sou uma idiota por não falar isso para meu namorado, e sou mais idiota ainda por esperar uma atitude dele, por achar que se eu falar como de fato me sinto em relação a tudo que vem acontecendo e de que forma ele poderia me ajudar e achar que ele faria isso, sou uma idiota pois eu faria isso por ele, e por meus amigos mais próximos, bem como alguns familiares próximos, e achar que os outros fariam o mesmo por mim. 
Meu fracasso grita quando eu finalmente consigo abrir os olhos para a situação terrível que me encontro - tanto que minha mãe falou hoje para mim "o que você alcançou até agora? Quais sonhos você realizou'. Poxa! Obrigada mãe, eu sei que nada sou nessa vida, sei que nada faço direito, sei que não sei lidar com sentimentos, com humanos, sei que eu não sei fazer nada, que não sou nada, sei que eu não sou ninguém, eu sei disso! Sei que sou um fiasco, arruinei minha vida, arruinei um relacionamento que tinha muito para dar certo - claro que meu namoro precisava de adaptação de ambas as partes, mas nos encaixávamos enquanto seres humanos (e não falo de sexo). Sei que espero muito da vida, e sei que jamais conseguirei nada disso, mas não precisava me jogar na cara nada disso. Não era necessário, apenas não era necessário. Não preciso de ninguém me lembrando de tudo o que falhei, não preciso de ninguém me lembrando de tudo e todos que afastei ao longo do caminho, não preciso de ninguém me lembrando que perdi minhas oportunidades, que minha vida é isso, mas é isso que acontece, indiretas diárias de como sou diferente, de como minha presença não é desejada, de como só é válido quando tenho algo a oferecer - e é feio querer alguém por perto por interesse. Eu não tenho muito a oferecer, não tenho sou alguém de falhou em tudo, em tudo e com todos.
Sou alguém que precisa de segundas chances, sou uma pessoa insegura, sou uma pessoa frágil, que parece ser forte, mas cujo coração é sensível - para você ter uma ideia, em algum momento de uma viagem que fiz com meu namorado ele comentou 'vamos postar foto juntos?' e meu coração se alegrou igual ao de uma criança no natal, na minha cabeça passou 'de fato ele está gostando de mim, de fato ele quer ficar comigo, ele vai me mostrar para o mundo como a pessoa que está ao lado dele, puxa! como tenho sorte'; e por alguma bobeira a foto não foi postada. Sou uma pessoa com uma alma carente, uma alma insegura, que pediu secamente e friamente para o namorado ficar com ela no carnaval, pois ele queria curtir com os amigos, com ele sóbrio, mas quando ele estava bêbado - e não se lembrou do que aconteceu - ela abriu o coração e pediu gentilmente para ele fazer essa gentileza por ela, e ele aceitou, mas não se lembra; sou uma pessoa que não soube pedir novamente gentilmente e humildemente sobre o carnaval.
Meu fracasso enquanto ser humano é tão grande, que hoje, e ontem, fiquei ouvindo por horas minha mãe falar tanta coisa negativa ao meu respeito, que tudo o que precisava hoje era de um abraço daquele que até ontem era meu namorado, mas que não deveria deixar de ser, só precisava do abraço dele. Não choraria, pois ele não precisa de mais drama meu na vida dele; aliás, sou um fiasco tão grande que ninguém precisaria de mim em sua vida. 
Eu preciso de alguém, que ouça esse momento ruim que está passando, ouça aquilo que tenho para falar - estou falando nessa carta, mas que ninguém a lerá, pois o blog é desconhecido, pois o mundo é virtual, e de nada adianta eu desabafar para o vento, apenas vejo mais claramente o quanto eu erro constantemente. Seria tão bom se conseguisse falar para alguém, para meu namorado, abrir o jogo, falar que a culpa não é dele - temos sim pequenas coisas a resolver, mas são pequenas, e isso acontece em todos os relacionamentos - mas sim que a culpa é minha, que eu não soube lidar com tudo o que tem se passado, que eu acho que sou muito madura, mas que algumas coisas me desestabilizam de uma forma que volto a ter 10 anos mentais.
Sou uma pessoa que tem muito, mas muito amor pra dar, tenho o dobro de carinho e cuidado para oferecer, mas que me perco em meus sentimentos, me perco em gostar tanto da pessoa, em querer ser tudo aquilo que ninguém foi e ser tudo o que ela precisa que me perco e tenho atitudes contrárias, e me deixo levar pelo medo de perder quem está ao meu lado. Sou uma pessoa que precisa de segundas, terceiras e quartas chances, principalmente quando as coisas vão mal com minha mãe, pois fico sem rumo, sem porto-seguro, sem saber como agir, e acho que todos estão contra mim, e acho que nada jamais bastará para ninguém, nada do que eu fizer jamais será bom para outrem. Minha insegurança é tamanha que me comparo com as outras, e sempre me acho pior, sou tão fracassada que preciso, nem que for um pouquinho, de auto afirmação vinda dos outros. 
Mas também sou alguém que tudo fará por ti, se você morar em meu coração, me desdobrarei por ti se sentir que você realmente gosta de mim e que sou importante para ti, só preciso que você ouça meu coração, ajude-me a me sentir segura - e geralmente eu sempre falo aquilo que preciso para que tudo fique bem, seja uma porta fechada do meu quarto, seja uma foto em redes sociais, seja um abraço - apenas por ter pedido um abraço - ou um 'fica comigo'; se eu não falar, não tem como a outra pessoa adivinhar. E o mesmo vale para mim, gosto que falem aquilo que buscam de mim, aquilo que posso fazer para deixar a pessoa bem. E quando alguém faz algo por mim - ou deixa de fazer para estar comigo - eu faço sempre em dobro, mesmo que seja algo que eu nunca fiz, ou algo que nunca faria, mas faço apenas para agradar, para ver a pessoa bem, pois sei que ela gostará daquilo.  
Pois bem,  a carta está ficando comprida e não sei se estou me sentindo melhor, afinal, você é apenas um computador, de que adianta falar isso para você mundo virtual? De que adianta falar para você, que reconheço que agi erroneamente, que me arrependo, que preciso de uma segunda oportunidade, que sou um fracasso, mas que posso me recuperar? De que adianta computador? Diga-me ? Você não pode me ouvir, você não pode ver minha expressão, a dor nos meus olhos, o aperto no meu coração. Não é para você, computador que deveria falar tudo isso, mas é só você que eu tenho. E no fim, talvez seja para ser assim mesmo; estar somente contigo, sem novas oportunidades, pois eu já devo tudo ter arruinado em minha vida. Talvez, somente você ouvirá/lerá todas as minhas cartas, sejam elas para mim mesma, ou para outros, todos os artigos que escrevo.
No final, talvez esteja mesmo sozinha."

28 January 2017

Regressão

       Boa noite Caros e Caras, como vão todos?

       Estou levemente em um momento de 'balanço geral', em menos de 30 minutos será meu aniversário e farei 25 anos, um quarto de século, parece tão pouco e tanta coisa ao mesmo tempo. Confesso que tenho o péssimo hábito de pensar muito, principalmente quando meus aniversário de começo e meio de década se aproximam, se não me engano fiz um artigo aqui quando fiz 19 ou 20 anos, também com um fundo de balanço geral. Estou surtando um pouco, em muitos aspectos eu avancei grandemente em minha vida, porém em outros acho que regredi - e isso é péssimo! E sinceramente não sei o que me fez regredir; busco na minha memória incessavelmente os motivos me levaram à regressão, e não os acho. 
       Antes eu era uma pessoa com uma auto confiança enorme, sabia quem era, e aquilo que poderia me tornar. E hoje, eu sinto como se fosse uma sombra de quem eu era cinco anos atrás. Antes eu era destemida, auto confiante, aberta - não apenas para novas experiências, mas também pessoas - eu era delicada, era positivista entre outros. Hoje em dia sou medrosa, fria, insegura, fechada e mais fechada. E eu detesto ser assim. Não sei mais me abrir, apesar de pensar em pedir socorro, pedir ajuda, me abrir verdadeiramente e falar 'olha, me sinto assim, não sei o motivo pelo qual e tornei assim, mas sei que algumas atitudes suas, bem como algumas atitudes minhas, prejudicam meu psicológico e no fim nossa relação, aconteceu x coisas contigo, e y coisas precisam ser feitas por ambos para que tudo fique bem, eu estou disposta, e você?'. Já ensaiei esse discurso de tantas vezes, com tantas pessoas diferentes, e no fim, eu abro a boca pra falar, e nada sai. Olho pra pessoa, as lágrimas estão tão próximas, mas apenas as engulo. Respiro com coragem, mas exalo com covardia. Antes eu sabia tomar decisões, não duvidada, não havia receio,  hoje em dia eu já mal sei o que quero fazer em meu próprio aniversário, na verdade sei, mas não tenho coragem de dizer. 
        É triste, já disse isso. E ao escrever esse artigo, que está terrível, mas é assim que me sinto, pensei já que não sei pedir ajuda, não consigo pedir ajuda posso tentar me ajudar sozinha. Claramente isso não está funcionando, mas posso mudar de tática! Já escrevi duas cartas aqui, e posso tentar escrevê-las novamente, só que direcionadas para mim, para aquilo que eu acho que está errado. Não sei se é o correto, mas é uma tentativa. Espero que dessa vez dê certo, pois estou farta de chorar escondida, de precisar de um abraço e não saber pedir, de pedir um abraço e não receber estou farta de tudo isso. Então, em breve teremos uma 'série' de artigos/cartas temáticos, espero que funcione! Preciso que funcione.
       

23 January 2017

Apoio

       Boa tarde caros e caras, como vão ? Como sempre, espero que todos estejam bem. Devo lhes dizer que ultimamente estou simultaneamente triste e feliz comigo mesma. Minha alegria se resume ao fato de eu perceber que aos poucos estou amadurecendo, vendo meus erros e entender o que devo mudar em mim, consigo notar quase instantaneamente um equívoco ou lapso de comportamento - e isso me traz um grande contentamento, mas como nem tudo são flores, assim que fico contente por notar minha falha, fico triste por ter cometido um erro. Quem me conhece um pouco melhor sabe o quanto exijo muito de mim mesma, tenho enormes dificuldades em aceitar minhas falhas e acabo me torturando em busca de uma "perfeição" que não existe, mas quem sabe um dia eu não desapego dessa ideia? 
       Bem, estou crescendo, sábado farei 25 anos - comecei esse blog com 18! E com o crescimento vem o amadurecimento, e confesso que fico consideravelmente satisfeita com a maturidade, sei que não tenho grande experiência de vida, e ainda tenho um longo caminho a percorrer antes de poder cogitar a possibilidade de ser alguém maduro, porém a ideia de chegar lá aos poucos me agrada. Entendo que a mudança leva um tempo, é um processo, por mais que eu queija mudar quase que imediatamente, me frusto ao perceber que não é automático, dá até vontade de pular de um precipício de tanta raiva que sinto de mim mesma quando vejo que cometi erros ridículos, e que poderiam ter sido evitados. Creio que a mudança é uma adaptação, muitas vezes esperamos apenas a mudança dos outros, quando não nos esforçamos em nada para consertar aquilo que é preciso em si própria. Tenho certeza que todos temos algo a mudar/melhorar sempre, porém não é correto exigir do outro aquilo que nem você faz; logo acredito que quando alguém decide mudar, tudo muda. 
       Penso que nem sempre mudança significa despersonalização, mas sim adaptação. E ela acontece quando você está completamente envolvido com alguém e busca a melhor maneira de se fazer compreender e compreender a pessoa que está contigo, e o ponto alto desse comprometimento é você se desprender de passado, aliás, creio que isso signifique a resolução de problemas passados que muitas vezes ficaram no seu inconsciente. Novamente, quem me conhece um pouco melhor sabe que por longo período de tempo eu tive uma questão do meu passado extremamente mal resolvida, entrava ano, saia ano, relacionamentos começaram e terminaram e nada de eu resolver o bendito do problema. Aliás, minha vida, em alguns aspectos, era um ciclo quase vicioso até eu conseguir mudar e me libertar dessa questão. As coisas só entram em movimento quando você decide se levantar e seguir em frente.  
      Vejo, também, a necessidade de valorizarmos cada pequenino ato positivo novo da pessoa que está ao seu lado, elogiar e reconhecer o progresso é o  que dá ânimo para seguir em frente, mas que fique bem claro: de nada vai adiantar você elogiar e falar logo após "é, mas você fez isso de errado", dai meu filho, todo o elogio foi por água a baixo, ele se anulou por conta da crítica e a pessoa criticada sentirá-se como se nada de bom ela fizesse, e assim perderá o pique de tornar-se alguém melhor. Além de aprender a ver as pequenas boas - novas - coisas na pessoa ao seu lado, devemos ter paciência, cada um tem seu tempo, e cada um precisa de 'ajuda' de uma forma diferente, eu preciso de ajuda, e como preciso! Veja bem, sou extremamente ansiosa e imediatista, para mim todas as minhas mudanças - e de quem está ao meu redor - devem ser em segundos; sempre que me deparo com um defeito percebido quero imediatamente uma situação para mostrar que o consegui corrigir, e me frustro quando não consigo demonstrar isso. Além de meus defeitos a serem corrigidos ( que fique beeeeem claro como a luz do sol: a ajuda deve ser mediante um pedido de ajuda meu, e com muito amor e carinho, nunca conseguimos nada com brutalidade ), tenho outras questões também: principalmente o fato de não saber pedir ajuda, de não saber como demonstrar minhas fraquezas de forma franca, tenho receio de parecer fraca, medrosa, insegura entre outros - que acabo parecendo de qualquer forma pois não tem como ser uma fortaleza o tempo todo. 
       Eu realmente tenho enormes dificuldades em chegar em alguém e falar "me sinto assim, precisaria disso para melhorar, você pode me ajudar ? olha, acho que você me ajudaria assim... o que você acha ?". Parece tão difícil estender a mão e pedir apoio. Diversas vezes tenho um discurso de pedido de ajuda na ponta da língua, mas não consigo falar, é feio e eu sei, mas falta aquela dose de coragem sempre. Sempre! E aí? Como resolver isso caros e caras? 

19 January 2017

"Movimento"

       Boa tarde caros leitores e leitoras, como vão ?
    
flowers and girl image       Hoje vim expor meu ponto de vista sobre um assunto extremamente polêmico, aliás, acho que aqui seria o único local que conseguiria falar livremente e abertamente sobre meu pensamento sobre esse "movimento", coloquei entre aspas pois acho o movimento ridículo! Sou mulher, e me sinto no direito de opinar, e de achar tudo isso uma palhaçada. "Manas'' ninguém é obrigado a nada, e eu ser mulher não me obriga a ser feminista. Daí quem me conhece vai virar e falar "M, é fácil para você falar isso, você é loira, tem olhos claros e veio de uma família de classe média, você não sofreu na vida, então não tem como falar nada", e minha resposta para quem fala isso eu não posso escrever aqui pois seria desrespeitoso e não quero baixar o nível do meu blog.  De fato tenho um histórico familiar aceitável, e uma aparência considerável, mas isso não significa que no meu passado não existam traumas sérios, não entrarei em detalhes pois algumas coisas são extremamente pessoais e acredito que o melhor a se fazer é esquecer. 
       Amiguinhas, eu não concordo com a opinião de vocês sobre o 'feminismo', acho que vocês não querem a igualdade entre homens o mulheres (o que eu acho um absurdo, mas falarei sobre isso em breve), mas sim diminuir o homem e exaltar a mulher, o que é nada mais é do que inverter a ordem social atual pregada pelas feministas. Ao meu ver, o que as ditas feministas querem ver os homens reduzidos a algo pior do que um verme, e as mulheres mais exaltadas que uma rainha. Aliás, o que mais vejo em publicações de mulheres feministas é uma enorme humilhação contra homens, tratando-os como a pior escória existente, percebo o quanto elas generalizam - negativamente - os homens. Galera, de fato a maioria de estupradores e pedófilos são homens, porém hoje li uma notícia de uma mãe que além de torturar a filha, ela dava a filha para o pai e avô estuprarem. Que espécie de mulher  é essa ? Como as feministas podem defender uma criatura dessas ? A menina tinha apenas 7 anos, e o que ela fez, com a própria filha, é horrível!! 
couple, vintage, and car image       Homens não são piores, e nem melhores do que as mulheres, assim como a recíproca também é verdadeira, somos diferentes apenas. E é exatamente por isso que não concordo com a igualdade de gênero. Gostaria de deixar bem claro, ao meu ver nada justifica um abuso sexual contra uma criança e nem um estupro, uma vez que pedófilos e estupradores abusam de pessoas e não de roupas. Voltando ao que de fato está em pauta: feminismo. Bem, sou mulher,  e não quero de forma nenhuma ter os mesmo direitos que um homem. Cristo Senhor! Sou um ser totalmente diferente de um homem, não estou falando somente de meu corpo - que claramente é diferente de um corpo masculino, sou mais fraca e mais frágil que um homem (sempre peço para meu namorado ou amigo abrir pote de palmito ou qualquer outro pote para mim, não tenho força para isso). Minha personalidade e forma de agir não se adequam nem se assimilam a de um homem, sou feminina, delicada, minha temperatura corporal é bem mais baixa do que a de um homem entre outras diferenças... Gosto de cavalherismo, adoro quando meu namorado me empresta - ou quando peço - uma blusa dele, parece que ela é mais quentinha, me aquece de uma forma diferente, me sinto protegida, apreciada quando ele me abraça ou segura minha mão na rua, sinto-me cuidada quando ele anda do lado de fora da calçada, ou quando ele me convida para sair e diz que pagará a conta (que fique claro, sempre me ofereço para pagar), me sinto a mulher mais linda do mundo quando ele me elogia, quando ele arregala os olhos quando me arrumo - ou mesmo quando não me arrumo; esses são apenas alguns exemplos da maneira como gosto de ser mulher, de ser diferente de um homem e de ser tratada como mulher por um homem que gosto. 
       Perante a sociedade, eu concordo sim que mulheres devem pagar menos em restaurantes, afinal elas comem menos! Confesso que não concordo totalmente com mulheres receberem salários menores que homens, porém sei que quem faltará do serviço para cuidar de um filho doente será a mulher, e sei que quem terá que trabalhar mais para compensar o dia descontado na folha de pagamento da esposa será o homem; logo acaba sendo uma compensação. Não acho que nossa sociedade seja perfeita, mas não acho também que a culpa seja somente dos homens, acho que a culpa é um pouco de todos, principalmente daqueles que buscam ganhar e/ou conquistar coisas coma força. Acho errado impor ideologias, acho errado protestar com violência, acho errado apontar o dedo e colocar a culpa em somente um. Raramente exponho algum ponto de vista meu, seja político, social ou seja lá do que for em redes sociais, não sou 'problematizadora', tenho meu ponto de vista, e ele pertence somente a mim. E está tudo bem se alguém discordar de mim, só não é legal querer impor o pensamento contrário ao meu como verdade absoluta. 

12 January 2017

Facetas

       Caros leitores e leitoras, como vão vocês ?  Espero que todos estejam bem. 
       Antes de começar a elaborar esse artigo comecei a pensar por qual motivo eu escrevo, e cheguei a conclusão que o faço pois assim consigo pensar melhor. A escrita me ajuda a ver todas as facetas de algum problema que esteja passando, algum pensamento que me perturba, consigo ver as coisas mais claramente e dar todas as voltas possíveis naquilo que me tira o sossego - seja algo positivo ou negativo. E atualmente tem dois grandes assuntos que tem dominado minha mente, logo, além desse artigo, em breve terá um segundo. Começarei por um artigo um assunto um pouco mais leve - estou um bocado cansada e não acho prudente mexer com as emoções de forma tão intensa levando em consideração o cansaço físico e mental, afinal o próximo artigo exigirá um tanto quanto mais de meu coração e mente, mas faz parte.  
love       Hoje vim falar sobre convivência e suas facetas. Sinceramente acho que a melhor coisa de um relacionamento - nota de esclarecimento: não me refiro somente ao relacionamento amoroso, mas também ao de amizade, trabalho, e todas relações entre pessoas - é você conviver com a pessoa, mas conviver de verdade! Não apenas no social, onde tudo é lindo, todos estão bem e felizes, mas sim em casa, com sua família, e a família alheia, com amigos, no trabalho e sozinhos. Creio que as pessoas se adaptam ao meio, e acredito também o quanto isso pode ser traiçoeiro. Muitas vezes conhecemos somente um lado de alguém, e nos assustamos quando percebemos que uma única pessoa muda completamente de acordo com o local que se encontra. Sinceramente, conheço poucas pessoas que são o que são indiferente do local que se encontra - nesse exato momento consigo pensar em duas, e olha que eu conheço um número bem considerável de pessoas.  Confesso que até eu me adapto ao meu meio.
       Honestamente, não que seja errado você se adaptar ao meio, afinal sofremos uma leve pressão para isso, o que eu considero um bocado triste, mas enfim... O que eu acho inconveniente é alguém ter muitas facetas destoantes entre si, isso confunde um tanto quanto a cabeça. Como disse antes, eu me adapto ao meio que me encontro, porém minha essência continua a mesma. Para mim é extremamente difícil lidar com pessoas cuja forma de agir muda consideravelmente dependendo do ambiente. Isso me confunde, me magoa, me deixa sem referências. Acabo por me perguntar "quem é a pessoa de verdade? A que está comigo agora, só nós, uma pessoa perfeita, ou o outro lado da moeda? Alguém mais distante, que me dá menos atenção,  um ser mais frio, menos carinhoso?". Me diga, quem é a pessoa real? Como saber? Não consigo lidar com isso, sou pequena e talvez falte muito desenvolvimento humano para conseguir enfrentar isso, aprender com essas mudanças comportamentais e formas de tratamento diferentes. 
love       Cada um tem uma forma específica de demonstrar amor, amizade, afeto e preocupação. E nem sempre elas são iguais de local para local,vejo muito isso ao meu redor, algumas pessoas são mais reservadas em determinados locais e mais carinhosas em outros. Eu sou carinhosa, gosto de dar - e receber também - carinho, não digo ficar de agarra agarra em público, mas abraços, mãos dadas, estar junto mesmo. Acho tão gostoso, é você dizer, não apenas para a pessoa que está ao seu lado, mas para todos, o quanto a pessoa é importante, é preciosa e você realmente gosta dela. Acredite, uma mão passada no ombro já faz toda a diferença, um sorriso carinhoso, uma piscadinha fazem com que tudo ao seu redor ilumine-se, e nada mais importa. Eu, falo somente por mim, gosto - e de certa forma até preciso - desse carinho, dessa segurança que esses atos passam, afinal quem não gosta de sentir-se amado, querido ou importante para alguém? 
       Confesso que preciso aprender a lidar com essas oscilações, é algo imperativo para minha vida; acredito que estou bem próxima de conseguir isso, mas só saberei num futuro próximo. Repito, não é fácil, dá um belo nó na cabeça, um aperto no coração e uma insegurança tremenda, mas cada um gosta do outro de sua forma, e é isso que necessário entender, era isso que até então não havia compreendido, processado - e estou assimilando. Como tudo o que nos desafia e nos faz refletir leva um certo tempo, espero eu que ainda esteja em tempo de assimilar isso. 

07 December 2016

Inevitável

       Bom dia caros e caras, espero que todos estejam bem (:
eye       Eu estou bem, cheia de expectativas, aliás, é sobre isso que escreverei: expectativas. Acredito que todos criam expectativas, seja voluntaria ou involuntariamente, é inevitável. Isso acontece comigo, e com todos ao meu redor, quando percebo já criei algum cenário em minha mente que pode ou não acontecer. Essa espera por algo incerto não é de Deus, é quase uma tortura, pois de duas uma: ou você espera por algo bom, e fica ansiosa querendo que chegue logo o acontecimento, ou você supõe que alguma coisa dará errado e acaba sofrendo por antecipação. E isso é terrível, ambas as situações! Quando você espera uma situação negativa você acaba por pensar em milhares de coisas que podem dar errado, aliás, você pressupõe que tudo sairá dos eixos e será um imenso desastre, e geralmente nada do que você imaginou acontece, foi apenas preocupação sem motivos - claro que sempre existe a possibilidade de tudo dar errado, mas é um tanto quanto raro isso acontecer, convenhamos. 
       E como lidar com a expectativa positiva - ou que supõe-se que seja positiva - ? Bom, comigo acontece acontece assim: fico sonhando, imaginando como será o tão esperado momento, é gostoso mas ao mesmo tempo difícil, pois parece que o tempo passa mais devagar, parece que aquilo tão esperado jamais chegará! Confesso que acabo idealizando o momento em algumas vezes, mas acho que isso faz parte, aliás acho gostoso idealizar, sonhar com algumas coisas que jamais acontecerão - mas não é isso que está em pauta, cá estou eu divagando novamente, só pra variar. Bom, voltando ao assunto de criar expectativas... De uma forma ou de outra sempre esperamos algo de alguém, é incontrolável, automático. Pois bem, vamos ao que interessa, minhas expectativas, e como elas surgem, por qual motivo e para onde vão. Acredito que as expectativas surgem quando envolve uma outra pessoa na situação, pois esperamos uma atitude dela, não necessariamente esperamos que a pessoa adivinhe - afinal isso não existe, acredito piamente que devemos falar aquilo que esperamos de alguém, e tentar ser o mais claro o possível e se necessário tentar de diversas formas. Vejo isso por mim, e por determinadas situações que passo, busco sempre ser explícita com as pessoas ao meu redor sobre aquilo que espero delas, atitudes que gostaria que fossem feitas por ou para mim e afins. Procuro me fazer entender de diversas maneiras, e espero que aqueles que estão ao meu redor entendam. Cada pessoa tem sua forma de perceber, isso é fato! E também é real que cada um tem sua forma de captar a expectativa do outro, mas o importante é fazer-se entender. 
snow       Costumo ser bem direta, para não haver nenhuma dúvida em minha fala. Vejam meu último artigo - carta na verdade, acredito ter sido explícita o suficiente com o que disse, com minhas dúvidas e com o que espero de meu namorado. Acreditem, já falei algumas vezes para ele o quanto me causa desgosto essa relutância, mas cada um processa as informações de acordo com seu tempo. Passei meu blog para o meu namorado, na esperança dele ler a carta e perceber o quanto isso me angustia, mas não sei se ele leu, nem sei se ele viu o blog, tenho esperança que ele leia - nunca passei o blog para algum peguete ou namorado, aliás, ele foi a segunda pessoa para quem passei o blog nos últimos 3 ou 4 anos. Acima de tudo ainda tenho esperança que ele dê esse passo em favor de nós. Conforme o que eu escrevi na carta aguardo ele estar somente comigo em todos os níveis de relacionamento, sem pessoas reserva (para ficar mais claro aconselho você ler o artigo anterior). Admito estar surpresa comigo mesma com a paciência que tenho tido com essa situação, não costumo ser assim, esperar e me magoar com algo por um período longo - pelo menos longo na minha percepção. De modo geral eu simplesmente abdico e sigo em frente, detesto passar por stress e longas esperas, mas como também dito previamente, o H é diferente de tudo o que já conheci até agora, talvez seja por isso que estou esperando; mas também sei que meu limite chega em algum momento. Posso estar mais madura, mais paciente, mas não abri mão de meus princípios; apenas evolui um pouco.  Pois bem, a expectativa cria-se com a vontade de algo. Eu, por exemplo, tenho vontade de bastar para o meu namorado, única e completamente. Sei que não sou perfeita, apesar de perfeccionista, jamais serei perfeita, porém posso ser quem eu sou e buscar sempre melhorar. Sei que o H jamais será perfeito, a perfeição existe apenas em nossas mentes, mas ele pode sempre buscar melhorar. Penso ser esse o objetivo de um relacionamento, procurar ser o melhor para a pessoa que está ao seu lado, abrir mão de algumas coisas pois a pessoa que está ao seu lado é mais importante, e fazer isso com alegria, afinal seu/sua namorado/a vale a pena. 
love       E acho que é assim que as expectativas surgem: você espera ansiosamente por algo, uma atitude de alguém e não é uma atitude qualquer, mas sim algo com grande importância para você, afinal se não fosse relevante provavelmente não ficaria impregnado na sua mente.

28 November 2016

Partilhar

       Olá caros e caras leitores e leitoras, como vão?

leonardo dicaprio, boy, and grunge image       Hoje estou um bocado pensativa, aliás acho que já já meu cérebro fundirá, mas mero detalhe. Como mencionado previamente, a única pessoa para quem passei o link do blog ultimamente foi para meu amigo, o chamaremos de M para facilitar a identificação. Bom, nós nos falamos esse final de semana, e acabamos por comentar sobre o blog e disse que só ele sabia, e ele me perguntou se eu pensava em dar o link do blog para meu atual namorado (nota de esclarecimento: o M é amigo do meu namorado), eu disse que não cogitava tão cedo,  que tinha receio de ficar tão exposta e vulnerável. E ele me disse que era um risco a se correr, ele me disse também que pensava que já era chegado o momento de eu passar meu blog para ele. Passei ontem o dia todo pensando sobre isso, pensando mesmo! Meu último texto foi sobre confiança, e devo admitir que não sei até que ponto posso confiar no meu namorado. Gosto muito dele, mas ouço tanto frases do tipo "nunca achei que ele fosse namorar'', ''a menina para fazê-lo sossegar tem que ser boa", "ele era o maior pegador", "você tem que entender que para ele deve ser difícil abrir mão de todos os contatinhos", "quem diria, ele namorando" ... E por aí vai! Okay, também ouço frases como "nossa! ele está tão mudado " mas essa é mais difícil de ouvir. Galera, beleza! Já entendi, ele não era o tipo que namora! Eu entendi que ele não parava com nenhuma menina, também entendi que de uma hora para a outra ele troca de mulher, entendi! Entendi! E digo mais, esse tipo de frase não ajuda, em nada! Só faz com que eu demore ainda mais para confiar nele. Minha cabeça fica tão confusa, apesar de ele ser bem secreto quando estamos juntos (confesso que isso não ajuda), ele também é atencioso e carinhoso - e isso é bom. 
audrey hepburn, love, and couple image
       Porém, acho que preciso de algo extra para me sentir confiante no relacionamento o suficiente para não ter receio de me tornar completamente vulnerável ao ponto de passar esse blog para ele. Quero absurdamente passar esse blog para ele, apesar de duvidar muito que um dia ele o leria, mas seria mais uma questão de confiança do que qualquer outra coisa. Acredite, quero muito que ele me diga em breve que não existem mais 'steps' ou 'contatinhos', ou aquilo que você quiser chamar; apenas existe a minha pessoa, que ele não precisa mais dessas meninas fáceis, coisa de uma noite só, que basta ligar e elas vem correndo, mas sim que eu sou suficiente para ele. Adoraria que ele se abrisse mais, assim também poderia me abrir cada vez mais, e com isso partilhar meu blog, entre outros. Espero que ele também queira, e num futuro próximo ele compartilhe as coisas comigo. Acho que um relacionamento é isso, no fim das contas. 
       Acredito que estar um relacionamento é isso: a conquista da confiança, a amizade, o carinho e a atenção. É você não temer ficar vulnerável, pois você sabe que a pessoa não vai te magoar, não vai ter segredos e nem vai te dar motivos para desconfiar. Sei que não é fácil abrir mão de certas comodidades da vida de solteiro, não é fácil para ninguém, mas no final vale a pena investir naquela pessoa que você escolheu para estar ao seu lado.
quote, impossible, and possible image

24 November 2016

Fama

       Bom dia caras! Espero que todos estejam bem, por aqui tudo em paz.

       Queridos, no início a ideia desse blog era ser algo bem "em off" - tanto que não me identifico aqui, mas conforme o tempo foi passando eu passei o link do blog para algumas pessoas; pessoas de confiança obviamente. Sou uma pessoa um tanto quanto fechada para falar de mim e dos reais sentimentos, tenho uma grande dificuldade para desabafar de verdade, deixar os sentimentos mais profundos aflorar. É mais fácil engoli-los do que confiar em alguém. Aliás, acho difícil confiar em pessoas de modo geral. Sou uma pessoa de poucos amigos, e sou feliz assim, pois tenho presente em minha vida somente quem é verdadeiro.  E isso me faz pensar: como sabemos se a pessoa é confiável ? Difícil não?! 
movie, bridge to terabithia, and josh hutcherson image       Confiar em alguém significa que você deixa exposto, sem nenhuma barreira não apenas seus pensamentos, problemas ou alegrias; mas seu coração e sua alma. Você deixa desprotegido o que de mais íntimo tem. Por essa razão sou bem fechada, até minha mãe diz isso - acho até que isso a deixa frustrada algumas vezes, mas fazer o quê ?, levo um tempo bem considerável até considerar uma pessoa digna de minha confiança, um tempo beeem longo, acredite! Contudo o destino adora me pregar peças, num bom sentido, eventualmente conheço algumas pessoas que simplesmente sei que posso confiar. É uma sensação deliciosa, quando você conversa dois minutos - pelo menos é o que parece, mas na verdade você passou a noite toda conversando, e parece que vocês se conhecem faz muito tempo. Isso aconteceu comigo duas vezes esse ano, ganhei um amigo e uma amiga. 
       Eu apenas sei que posso confiar neles, ambos são extremamente parecidos comigo. Costumo falar da minha amiga como minha alma gêmea, meu amigo não sabe, mas o considero como uma versão bem similar do que eu seria se eu fosse homem. Essas duas pessoas moram no meu coração, sei que posso carregar elas lá, sei que elas não vão me magoar, simplesmente sei. É uma mistura de sexto sentido, de atitudes corretas, postura decente... 
love, rain, and kiss image       E quando essa conexão não acontece? O que você faz? Joga a toalha ou tenta construir a confiança? Se você decide por não dar uma oportunidade você está privando-se de conhecer uma pessoa que pode ser fantástica, caso não, você está se protegendo - o que não acho errado, correr riscos não é uma das tarefas mais fáceis de se fazer. Entretanto você também pode se dar - e dar a pessoa - uma chance. Uma oportunidade? Sim! Talvez você seja surpreendido, oras! Nem sempre as aparências, ou reputações são verdadeiras. Existem um ditado que diz assim "levou a fama sem ter deitado na cama" e eu acredito que isso acontece com muita gente. Não estou falando que isso é via de regra, mas sim que existem exceções. 
       De modo geral é mais fácil estarmos equivocados quando se trata de amizades, quantas pessoas eu achei que jamais conversaria, ou que teria algo em comum, e hoje são grandes amigos - ou foram, e com o tempo e correr da vida nos afastamos, mas o carinho ainda está lá. Isso aconteceu diversas vezes, e fiquei muito contente com essa surpresa do destino. É excelente, uma experiência única.  Creio que a confiança é mais fácil de se ganhar quando o assunto é amizade, mas eu quando falamos de relacionamento? Será que é fácil também ? Penso que não, aliás, creio ser mais difícil. Em um relacionamento temos maiores chances de nos magoar, por isso a confiança é algo tão frágil, complexo e difícil em um relacionamento. 
       Falo por mim, somente por mim, eu observo tudo, absolutamente cada movimento que as pessoas fazem ao meu redor, não com um olhar de julgamento, mas sim para tentar desvendar quem a pessoa é, se suas atitudes condizem com suas palavras e por aí vai. Gosto de saber onde estou me enfiando antes de me jogar, de me deixar levar pela paixão.  Não me apaixono fácil, mas quando isso acontece é algo tão forte, intenso, puro e profundo que eu quase não consigo lidar, e é por isso que prefiro tomar cuidado. Conforme o tempo passa vou aprendendo a segurar cada vez mais meus sentimentos,  e a dar cada vez mais valor a confiança. Afirmo, com total certeza, que enquanto não confiar plenamente na pessoa que está ao meu lado, não consigo me apaixonar completamente. Confesso que isso também é dolorido, afinal tenho que muitas vezes engolir um sentimento que está quase explodindo pois eu finalmente acho que posso confiar na pessoa, e algo acontece, e fico receosa. É um saco! Sério! Cansativo, desgastante e muito chato. Não importa o que os outros me falarem sobre a pessoa em questão, ajuda um pouco, mas não muito; necessito ver a mudança na pessoa. 
delena      E o que seria essa mudança comportamental? Simples, responder aquilo que foi perguntado, não esconder coisas ou ter atitudes de quem está escondendo algo, de fato aparentar transparência. Isso é fundamental para conquistar a confiança de alguém. Em um relacionamento não basta conquistar a paixão, mas sim a confiança, a admiração, o respeito, o carinho... A paixão por si só não se sustenta, precisa do pacote completo para tornar-se algo concreto, real e verdadeiro.
       Acredito não ser fácil abandonar velhos costumes, mas não é impossível, e por algumas coisas - ou pessoas - vale a pena.

16 November 2016

Brecha

       Bom dia caros e caras, espero encontrá-los bem. 
       Confesso que hoje não é um bom começo de dia - mas tenho fé que meu dia terminará muito bem - positividade sempre! Meu dia não começou bem pois, infelizmente caí - novamente - em minhas próprias armadilhas. Sim, eu sei, é ridículo cair em armadilhas feitas pela própria cabeça, pior ainda quando já sabemos que nossa mente é propensa a armar certas emboscadas. Sei o que você deve pensar nesse exato momento "incoerente esses pensamentos/atitudes fofa!" - leia o 'fofa' de forma irônica, por favor.  
       Meu último artigo foi sobre projeções, e minha incrível capacidade de projetar nas pessoas meus erros e frustrações passadas. Para que não haja dúvidas: essas projeções se limitam apenas a meus relacionamentos. Acredite, isso é horrível! Meu último relacionamento começou em abril, e ele apenas sumiu, sem dar explicações - foi terrível! Sofri muito, mas muito mesmo! Fiquei traumatizada, admito - e aí que mora o perigo! Nesse relacionamento, com o A - para ficar mais fácil a identificação haha, eu acabei projetando algumas inseguranças do relacionamento anterior, receio de não ser boa o suficiente, de ter que novamente me despersonalizar e jamais estar à altura de alguém; era um relacionamento tóxico, ele me ridicularizava em tudo. Projetei isso no relacionamento com o A; respirava a insegurança, e medo e afins. Nunca brigamos, ficamos juntos por cerca de 3 meses juntos, e nunca brigamos - te juro! E do dia para a noite, sem o menor sinal - ou explicação ele sumiu. Não tive nem uma explicação, uma despedida, nada. 
       Apesar de ter recuperado minha autoconfiança, fiquei despedaçada por dentro. Com medo de ser abandonada novamente, por um sim ou por um não. Talvez isso seja pior do que um relacionamento tóxico, pois essa experiência de abandono é a pior que já passei na vida! A sensação é indescritível, o medo se torna constante. Péssimo, horrendo, deplorável! E veja a ironia do destino: recentemente comecei um novo relacionamento. ( momento confissão : tenho pesadelos dele me abandonar sem mais nem menos, tremo sempre que penso em uma palavra errada que eu possa ter dito, entro em pânico quando brigamos. ) A maior parte de nossos desentendimentos é por besteira, ainda estou aprendendo a lidar com ele, com sua personalidade. Reconheço que ele é o rapaz mais diferente, em um bom sentido, de todos os que conheci. Ele me desafia constantemente, não consigo desvendá-lo - e isso é fantástico, pois geralmente eu desvendo as pessoas, principalmente namorados fácil e rapidamente. 
       Acredito piamente que ele tem um potencial enorme para ser um namorado excelente, o melhor dos namorados! Ele é extremamente carinhoso e gentil comigo, extremamente atencioso e cheiroso. Francamente, ele é ótimo. Tenho uma 'intuição feminina' de que isso é só o pico do iceberg e ele tem muito mais a demonstrar e a dar como namorado. Acredito que ele, assim como eu, também sofreu algumas decepções e está se resguardando. Afinal, eu sei que estou me protegendo um pouco. Claro que tenho diversos momentos que baixo minha guarda, deixo a boa namorada que posso ser aflorar, e ela vem com tudo. Porém, o sentimento de medo sempre encontra uma brecha para aparecer. 
       E nesse segundo eu coloco tudo a perder. E é aí que eu vejo minha projeção, meu erro, minha estupidez, convenhamos. É quase trágico, torna-se trágico se não tem mais conserto, segunda chance, recomeço; porém se me é dada a nova oportunidade, tudo fica bem! Sei que aprendi minha lição, sei que não cometerei o mesmo erro novamente. Pararei de projetar  nele a minha desconfiança, e sim poderei confiar em dias melhores e certeiros, uma vez que fazendo uma boa análise do relacionamento ele jamais me deu motivos para desconfiança. Sabe, caro e cara leitor(a), infelizmente precisamos nos encontrar em uma situação quase extrema para perceber determinadas coisas. Vejamos pelo lado positivo : ao menos eu percebi. 
       Agora basta não cometer mais a projeção, confiar no futuro, e torcer para que tudo fique
bem.

22 May 2016

Projeção

       Olá caras leitoras e caros leitores, espero que estejam todos bem. 

       Eu estou bem, e isso não quer dizer que não tenho problemas, mas sim que sei lidar com eles ( e a maioria das vezes é escrevendo, seja no blog, nos meus cadernos ou pelo whatsapp para minha melhor amiga ), confesso que não é fácil lidar com as adversidades do meu cotidiano, mas são elas que me permitem amadurecer. Falei em meu último artigo sobre crescer, estou nessa fase agora - antigamente falei tanto sobre romance, relacionamentos e afim, e atualmente estou focada, e trabalhando em meu amadurecimento. 
        Bom, essa semana peguei meu Azulão para escrever sobre algo que me incomodava um bocado, sempre escrevo para organizar meus pensamentos, e nem sempre eu termino o que comecei a escrever pois consigo entender o que não vai bem em minha mente. Costumo pensar muito, e confesso que isso acaba sendo um problema algumas vezes - mas não é isso que está em pauta. Enquanto escrevia em meu Azulão eu percebi algo extremamente errado em mim, e sim, eu admito meus erros e falhas, gostaria de os perceber mais rapidamente, mas isso nem sempre acontece; um dia eu chego lá. 
       Enfim, voltando ao que não estava bem em minha mente. Fui escrever sobre minhas inseguranças, algo que se repetia em minha mente, um looping infinito - que está chegando ao fim pela graça do Pai! - e ia escrever sobre a insegurança, e ia colocá-la sobre outra pessoa, como se os outros pudessem resolver e arrumar tudo o que está errado. E foi aí que veio o 'click' - literalmente ouvi um click em minha mente! Minhas inseguranças fruto de um passado não são culpa de quem está em meu presente.  Infelizmente fazemos essa projeção, digo isso no plural pois diversas pessoas passam por isso. 
       Essa projeção jamais deveria acontecer, cada experiência é única e diferente da outra, em todos os sentidos! Vejo como tenho fases de amizades tão diferentes umas das outras, bem como igreja e até mesmo meu relacionamento com minha mãe! Cada relacionamento e experiência são totalmente inéditos, e não há essa necessidade de trazer o passado para o presente, não devo deixar minha mente praticar bullying comigo mesma. Logo estava eu, quase me descabelando enquanto escrevia, e vi como ainda era infantil e imatura nesse sentido. Fiquei desapontada comigo mesma, foi como um balde de água fria descendo pela minha espinha. Por alguns momentos eu achei que, finalmente, estava 'virando gente grande' e vi que ainda tenho um longo caminho pela frente. 
       Não estou desanimada, apenas desapontada. Sei que não amadurecerei do dia pra noite, sei que a cada dia que passará eu terei mais e mais coisas para melhorar. Hoje me preocupo com amadurecer, em um futuro preocupar - me -ei ( ficou bonito ) em envelhecer. A 'ordem' do momento é trabalhar em minha insegurança, em meus medos internos, e em pensar menos. Quero viver cada nova sensação da maneira como elas se apresentam em minha vida: singulares, únicas, exóticas, novas - e por aí vai. 
       Preciso! Repito : preciso! Preciso aprender a confiar nas pessoas que estão ao meu redor. Quem fica ao meu lado, ou quem entra em minha vida, nada fez para que eu sinta medo, insegurança e não merecem projeção nenhuma, muito menos o bullying praticado pela minha própria cabeça. Aliás, é horrível o bullying que sua mente faz com ela mesma, é uma tortura, e te faz enlouquecer, e convenhamos, esse é o pior de todos os bullyings.  Preciso aprender a ver o que acontece no presente, e não no passado. O desapego se faz urgentemente necessário. Eu desapego tão fácil de sentimentos, mas não de experiências e isso não faz sentido!
       Veja bem: o que vale mais, desapegar, esquecer, e seguir em frente, ou fazer projeções e viver nessa infantilidade e insegurança e não evoluir - e quem sabe até estragar boas coisas que acontecem ? Acho que a resposta é levemente óbvia e clara.
        

02 May 2016

Crescer

       Olá meus leitores! Espero que todos estejam bem :)
Não sei se ainda tenho - ou se já tive leitores, mas sinceramente não me importo com isso. Já me importei, mas conforme vamos crescendo algumas coisas tornam-se dispensáveis. E como disse em uma das minhas primeiras postagens : esse é um blog em off. Esse é o intuito, fazer algo por mim. Gosto de escrever, ajuda-me a pensar - ler aquilo que escrevi também bom. A escrita me traz tanto prazer que tenho 4 lugares para escrever: meu azulão ( o diário ), o caderno de orações, minha agenda ( onde escrevo em tópicos o que aconteceu de bom em determinados dias ) e agora tenho o caderninho ( um caderno pequeno que virou um 3 em 1 - a junção dos três outros ). E também tenho o blog.

       Aqui os textos são mais reflexivos, elaborados e os artigos aqui publicados são refletidos antes de serem digitados. Não que todos sejam necessariamente bons, afinal comecei a escrever aqui com 18 anos. Sei que daqui 10 anos, se continuar escrevendo aqui, acharei meus textos atuais pobres. Isso chama-se evoluir e crescer.Aliás, esse é o título do post de hoje 'crescer'. E, pela primeira vez, o título foi pensado antes da publicação. Sempre escrevi o que queria e conforme me expressava eu escolhia uma determinada palavra que achava que resumia bem meu texto. 
        Hoje eu fiz diferente, defini um tema antes de tudo. Como disse, as pessoas evoluem, infelizmente isso não acontece com todos, mas isso é assunto para outra hora. Sinceramente, não entendo essas pessoas que se recusam a amadurecer. Dá medo, claro que dá! Com o crescimento vem as responsabilidades, a liberdade e muitas desilusões e ninguém nos prepara para isso. Talvez seja isso que impede muita gente de evoluir. Contudo quando você vira 'gente grande' e se entrega de corpo e alma para essa situação - inevitável, convenhamos, em algum momento nos damos conta que não somos mais crianças ( e muita gente surta ao perceber isso e fica cada vez mais infantil, mas agora não é momento de falar disso ). Enfim, divaguei um bocado. 
       Voltando ao assunto, ao aceitar o crescimento e amadurecimento, e rendemo-nos ao  crescimento percebemos que na verdade é algo muito prazeroso. Sim, é gostoso crescer. Peter Pan estava errado em não querer crescer, não totalmente, pois é uma delícia ser criança e não ter preocupações. Porém, conforme sua idade aumenta, aumentam suas responsabilidades - e é uma delícia a sensação de ser capaz de lidar com as adversidade, sua liberdade, sua capacidade de distinguir aquilo que é bom ou não para você e as vezes que você resolve 'soltar a franga' é bem mais gostoso pois é algo que foge da rotina.
       Conforme você vai saindo dos vinte e poucos e entra nos vinte e tantos você fica mais sereno, começa ter um pouco de sabedoria e bom senso. Eu descobri que posso planejar minha vida, aos poucos  e sonhar bastante. Claro, que primeiramente, eu coloco todos meus planos aos pés do Pai, converso com Ele e vejo o que Deus acha deles, e conforme Ele me abençoar - e os planos também - a vida vai tomando forma. Descobri que a melhor coisa é viver bem próxima do Pai, do Filho e desenvolver o Espírito que em nós habita. Esse Santo relacionamento me trouxe paz e sabedoria. Além de completar aquilo que em mim faltava e nada preenchia, e acreditem, tentei preencher de diversas formas, desde compras até drogas ( clichê nãos?! ). 
       Descobri a alegria e prazer em planejar as coisas, de pedir ao Pai que as coisas se concretizem ( conforme Sua vontade, claro, pois também aprendi que a vontade do Pai é a melhor seeempre! ), e ver meus planos se realizarem é muito gostoso. Aliás, só o fato de sonhar, planejar e se esforçar para ver algo abstrato tornar-se concreto é uma sensação que mal consigo descrever. 
        Confesso que ainda estou na parte do planejar, mas estou adorando! Mal posso esperar para ver tudo se realizar. Por isso que digo que crescer é gostoso, pois gera expectativas. De fato os primeiros anos desse processo são um tanto quanto desgastantes - os vinte e poucos anos - afinal ainda não sabemos como agir, o que decidir e como decidir, o que e como planejar.... Isso assusta! Entretanto não mata, apenas te deixa mais preparado, maduro e forte.
       Crescer é bom, é gostoso e faz bem!
       Cresça sem medo, você vai continuar assistindo os filmes Disney, afinal, nunca estaremos muito velhos para um filme Disney


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11 December 2015

Farsa

       Ah a vida e seus eternos mistérios... 
       Esse ano terminei meu mais longo relacionamento, aliás, meu 'primeiro' namoro sério. Sempre quis namorar sério alguém, acredito que principalmente para provar para mim mesma que eu era capaz de manter um namoro; afinal até então nunca tive nada muito sério ou duradouro. Meus rolinhos não duravam pois - apesar de idealizar o romance - não sou uma pessoa que gosta de cobranças, dores de cabeça e afins. Sempre fui uma pessoa de boa, tranquila, calma... E quando notava que o rolinho começava a 'evoluir' para cobranças e pegações no pé eu pulava fora, ninguém merece dor de cabeça, convenhamos. 
      Com o passar do tempo percebi que eu era a única entre meus amigos que nunca tinha namorado sério, meus amigos mais  próximos ou namoravam há mais de 2 anos ou haviam recentemente terminado um relacionamento de pelo menos 1 ano e meio. Ao me deparar com essa realidade me senti um peixe fora d'água e achar que havia algo errado comigo. Por várias e várias vezes me perguntei por qual motivo não conseguia ter um relacionamento sério e duradouro, escrevia aqui sobre relacionamentos, e tentava encontrar onde estava o erro. E veja só: não encontrava nenhum erro em mim, nem em outras pessoas, não era culpa de ninguém, apenas não era para ser ( hoje eu vejo isso ). Contudo eu ainda tinha uma pulga atrás da orelha, ah essas pulgas acabam com a gente, acredito que elas deveriam ser banidas das nossas mentes; porém depende única e exclusivamente de nós eliminá-las. 
       Estou divagando levemente, mas assim que é bom! Os anos se passaram ( comecei a escrever o blog com 18 e hoje tenho 23 ) e ainda não tinha tido um relacionamento, passei um tempo ( um ano e pouco ) completamente solteira e sozinha, não me envolvi com ninguém meesmo! E por uma obra do destino, uma obre não muito feliz, conheci meu ex namorado, R., sem nomes por respeito. Foi algo bem rápido, no mesmo dia em que o conheci ( eu o vi na igreja, o achei no grupo dos jovens no FB e o adicionei - dica: não namorem meninos de igreja, eles são os piores! Já me envolvi com dois e a dor de cabeça foi a mesma) ele me convidou para ir ao cinema no dia seguinte, fomos e não nos beijamos - fomos nos beijar apenas 3 dias depois, e 10 dias depois ele me pediu em namoro. Sim, foi rápido! E francamente a rapidez não significa nada!
      Em um primeiro momento eu e meu ex fomos 'felizes', as aspas estão aí pois hoje vejo que todo meu relacionamento foi uma farsa. Sim, foi uma farsa, pois hoje percebo que desde o princípio o R. além de ter mentido ( ele não me traiu, mas escondia coisas, como contato com ex ), ele não me aceitava, ele queria que eu mudasse tudo : desde meu modo de agir até a forma como me vestia. Detalhe: sou uma pessoa reservada, e minhas roupas se resumem a calças jeans e camisetas brancas, pretas ou vermelhas - e nada colado! E o abençoado era tão manipulador que eu acabei caindo na lábia dele - sim fui estúpida, eu sei. 
       Contudo, quando comecei a pedir pequenas coisas a ele ( como fazer a barba - eu odeio barba! ) era o fim do mundo! Era um absurdo e eu queria mudar toda a personalidade dele, veja a hipocrisia. 
       E assim o relacionamento foi indo pro brejo, as brigas começaram a ser constante, e eu queria manter o relacionamento, principalmente para não falhar. E honestamente não valeu a pena, nadica de nada! Deveria ter terminado assim que as frescuras começaram, assim que a não aceitação começou. Não vale a pena sacrificar sua alegria e paz de espírito por alguém que não te aceita como você é! 
       Caros leitores, se vocês encontrarem alguém que te aceite como você é, e alguém que seja exatamente como você busca ( no meu caso alguém, alto, muito alto, magro, muito magro e sem barba ) não se deixe levar pelas más influências, aproveite! Batalhe pela pessoa, pois eu acredito que valerá a pena. Espero começar essa minha batalha em breve, pois acredito ter achado essa pessoa tão especial - porém só Deus sabe se de fato é, e eu desejo do fundo do coração que seja, apesar de não estarmos juntos ( mas isso é assunto para outro texto ). Batalhe! Lute! E acima de tudo : coragem! Deve ser assustador, aliás é um grande choque, encontrar alguém assim, mas no final, deve valer a pena.

22 September 2015

Pressão

       Caros leitores e caras leitoras, espero que todos estejam muito bem.  Gosto bastante de reler meu blog, meus antigos posts, e refletir neles. Ver como evolui ou regredi, é possível também, ao longo do tempo, ou como minhas ideias e ideais mudaram, amadureceram e perduraram com o passar dos anos. Confesso que muito daquilo que pensava manteve-se, porém percebi algo tão óbvio, claro e explícito em meu 'eu' passado. Devo dizer que não li todos os posts novamente, vi por cima - afinal fui eu quem escreveu, e sei boa parte dos conteúdos de cada um somente pelas imagens, e foi assim que notei o quanto falei de sentimentos ao longo desse blog. Fiz tantos rodeios, desabafos e epifanias que até me surpreendi. Aliás, é sempre bom quando nos auto-surpreendemos, pelo lado positivo é claro - raramento algo negativo é bom, ainda mais surpresas. 
       Creio eu que o maio baque foi ler e perceber o quanto eu tinha medo de realmente gostar de alguém, de me apaixonar completa e perdidamente e acima de tudo, de não saber lidar com tudo isso. É aquele ditado, quem muito fala pouco faz, muito falava e pensava de sentimentos, do príncipe encantado - e cá entre nós já desencanei dessa história de branquelo dos olhos claros, muito clichê, e superei essa fase. Agora, o que sempre me tirou do sério são caras extremamente altos e magrelos haha - me julguem! Escrevia tanto sobre o príncipe, branquelo, olhos claros, bláblá que talvez isso possa ter sido uma releitura de quem sou ( sim, sou branquela dos olhos claros ). Se for pensar bem, eu acho que era bem isso! Ainda precisava me encontrar, me conhecer e amadurecer enquanto pessoa para depois poder de fato gostar de alguém sem ser tão juvenil, imatura e medrosa. Sim, medrosa! 
       Medo de que você deve estar se perguntando, bem nem eu sei direito, porém acredito que seja de não saber lidar com a situação, de gostar de alguém e sofrer como já havia sofrido no passado, de não ser boa o suficiente, de ter que mudar tudo aquilo que sou, de não aceitarem meus erros passados e por aí vai... No final das contas tudo isso aconteceu, me relacionei com um rapaz por um tempo aceitável, e além de ele não aceitar meu passado, minha personalidade e querer mudar tudo acho que também não soube lidar com a situação, não por ser um namoro ( afinal, sou uma boa namorada - não sou ciumenta, sou de boa, não me importo do cara sair sozinho, de ter amigas, de ver pornografia - até veria junto haha e não nego sexo ), mas sim pelo fato de não ser aceita e viver em um 'regime de ditadura'. Foi quase traumático, mas não ao ponto de querer desistir da paixão - amor vem com o tempo, como já diria minha mãe. Agora sei que devo me relacionar com alguém que me aceite como sou e ponto. 
       O foco do texto não é meu ex, mas sim o medo de me relacionar com alguém e não saber como processar essa paixão. Durante a faculdade tive um relacionamento pingue pongue com um rapaz, íamos e voltávamos o tempo todo ( um cara extremamente alto - acho que o mais alto que conheço - e magro, lindo! ). Sério, o tempo todo! E o motivo é simples, sempre que percebia que estava apaixonada por ele me assustava e pulava fora. Grande besteira! Poderia ter sido um ótimo relacionamento, pois nos tempos em que ficávamos era tão gostoso, não havia exigências, nem cobranças, apenas o sentimento - aliás, eu sou assim, sem cobranças, nem exigências; sou adepta ao movimento deboismo haha. Porém quando percebia que estava indo em uma determinada direção eu surtava, e caia fora. Sumia do mapa até acalmar o corpinho. Me arrependo por não ter seguido o caminho e ver onde ia dar. Hoje já não sinto mais nada por esse rapaz, não mesmo! Enfim, e assim vai a vida, reflexão após reflexão. 
       Consigo ver meu medo, e como ele me atrapalhou; e hoje não quero mais que ele interfira na minha vida. Tudo o que mais quero é apenas deixar a vida rolar, ser feliz, sem stress, apenas ser, viver, amar, rir, sorrir e  dançar conforme a música toca. Não vale a pena entrar em pânico ou sofrer por antecedência, muitas vezes aquilo que está na sua cabeça nem sequer passa pela cabeça do outro, não surte por pensar que fulano quer isso ou aquilo. Se a pessoa com quem você está saindo não te coloca pressão, não fala nada apenas dança conforme a música toca, dance junto. 

16 September 2015

Necessário

       As pessoas são engraçadas, e cada dia que passa percebo como a vida é irônica, e que tudo o que nos cerca não passam de palavras jogadas ao vento e muitas vezes só para fazer bonito. Isso é algo que abomino, não falo nada que realmente não tenha intenção de falar, seja um elogio, um pedido, declaração ou quando ofereço algo. Posso parecer muitas vezes alguém antipático, frio ou seco. Prefiro ser assim do que ser falsa ou uma pessoa fácil, daquelas que fala tudo para todos, oferece ajuda e tece elogios a todos, e naquele momento realmente necessário pula fora. 
       Não entendo pessoas assim, ao meu ver devemos ser constantes e honestos, e não apenas quando convém. Por falar em conveniência... Tem algo mais desapontador do que uma pessoa que apenas quer estar contigo quando é conveniente a ela? Poxa vida colega! Coisas assim são perceptíveis, e tristes. Me considero uma pessoa bastante perceptiva, e além de perceber tudo penso em tudo aquilo que percebi, e aquilo que fica no ar também. Muitas vezes isso se torna um problema pois acabo pensando sobre o que vi/li/ouvi e isso da muito pano pra manga na minha cabeça; e confesso que isso pode ser ao mesmo tempo muito proveitoso mas também incomodo. O lado bom é que muitas vezes percebo algo bom, e isso me consola, pois penso penso e repenso e chego a uma boa conclusão, porém de tanto pensa posso muitas vezes me deparar com um pensamento negativo, e é aí que mora o perigo.  
       Meus caros e lindos leitores, isso é perigoso pois quando começo a me questionar, e de forma negativa, e chego sozinha a uma conclusão posso me desencantar tão fortemente com algo que até assusta. Pessoas bonitas, isso não vale apenas para mim, mas para todos. Sei que ser reservada e tímida pode acabar por fazer muita pessoas se questionarem também, porém sou clara, sincera e constante.  Confesso que muitas vezes me assusto com aquilo que eu mesma sinto e penso, não é fácil lidar com muitas coisas novas ao mesmo tempo. Aliás, não é fácil lidar com coisas, principalmente quando elas são inéditas. Assusta, você não sabe o que fazer e dá vontade de pular fora - muitas vezes. Mas, será que é necessário todo esse medo? Creio que não, no fim tudo é simples. Apegue-se aquilo que a novidade te traz de bom, deixe de lado as dúvidas e receios. Se joga! 
       Quem não arrisca não petisca, não pense muito, apenas faça!