25 July 2017

Costas

       Olá caros e caras! Como vão todos? 
       Faz um bocado de tempo que não apareço por aqui, não é? Em minha defesa estive extremamente ocupada - trabalho, vida, igreja... 
       Acho que já disse aqui uma vez que esse ano tem sido o ano de mudanças em minha vida, se não disse... bem, estou dizendo agora. Posso afirmar que tudo tem sido diferente comigo/para mim, realmente tenho crescido, amadurecido e mudado - e tenho buscado isso. Quero dar um fim aos ciclos destrutivos em minha vida - e não são poucos. Como a própria palavra diz, são destrutivos, só me fazem mal, e ficar repeti-los não levará em nada. Tem sido bem legal querer quebrar essas atitudes, é um processo de certa forma doloroso, mas libertador e que traz muita paz. 
       Em minha igreja temos um programa chamado 30 semanas, que são pequenos grupo de apoio em diversas áreas destrutivas (como dependência química, relacionamentos destrutivos, ansiedade, medo, depressão, sexualidade, pânico, co-dependência, rejeição, baixa auto-estima...). São pequenos grupos de apoio (sempre meninas com meninas, e meninos com meninos) em que temos um tempo determinado para desabafar, ninguém pode comentar nada sobre o que foi falado durante a partilha, não podemos expor ninguém, nem dar palpite, é realmente um desabafo. É maravilhoso! Só de dizer "Meu nome é M. sou uma filha amada de Deus, vencendo nas áreas de rejeição, co-dependência, baixa auto-estima, ansiedade, medo e compulsões" já me faz sentir melhor, saber que posso - e estou - vencendo essas áreas de desequilíbrio em minha vida. Saber que outras pessoas passam por problemas similares fazem com que não me sinta sozinha. 
       Além de participar do 30 semanas, comecei também a fazer psicanálise, com uma mulher fantástica! Ela me conhece da igreja, servimos juntas no mesmo campus (minha igreja é muito grande, e tem vários campus ao redor da cidade - e em outras cidades também).  Ela é uma ótima psicanalista, em uma consulta me fez perguntas que me "quebraram' completamente, ela já descobriu vários aspectos a serem trabalhados, e me sinto bem a vontade em falar das áreas 'negras' da minha vida.  Como somos da mesma igreja, falei a ela sobre minhas áreas que estou vencendo no 30 semanas, e ela perguntou quais eram minhas compulsões e eu disse sem medo: roupas, livros e canetas (gente, sério?! Quem tem compulsão por caneta, isso é muito estranho... mas tem louco pra tudo, e eu sou dessas...), e em uma consulta ela me ajudou a ver várias coisas até mesmo sobre essas compulsões.
       Como funciona uma compulsão: você simplesmente compra algo, mesmo que você não tenha certeza que tem, por um medo absurdo de ficar sem. Na minha cabeça era/é algo assim "não tenho certeza se tenho caneta com esse tom de verde, e se eu não tiver? e se as pessoas comprarem entre hoje e amanhã todas as 20 canetas verdes? acho melhor levar, se eu já tiver, fico com duas! melhor duas que nenhuma, assim fica uma de sobra pra quando a outra acabar..." - confesso que não faz sentido.  E hoje consegui me controlar, fui comprar um livro que minha psicanalista me pediu para ler, e só comprei as canetas que tinha certeza que não tinha, as que tinha dúvida eu pensei 'bem, tem um monte aqui, e também tem um monte na papelaria perto de casa, caso não tenha essa cor eu volto e compro'. Me senti tão bem, tão 'crescida'. 
       Evoluir, crescer, quebrar ciclos... é isso! Tomar consciência de atitudes, e não deixar que as 'vozes' dentro da minha cabeça digam o que devo ou não fazer, mas sim tomar as rédeas de minha vida e dizer que tudo está bem, que o mundo não vai acabar caso não compre aquela caneta, ou seu meus livros não estiverem perfeitamente alinhados - sim, sou perfeccionista, e que sou filha amada do Deus! Ele tem o controle da minha vida, e não eu! Inclusive, devo dizer que é maravilhoso saber que o controle de meus passos está nas mãos d'Aquele que mais me ama, e que Ele fará sempre, sempre!, o melhor para  mim. Pensar assim é libertador, tira um peso enorme das minhas costas pois sei que nada do que fizer vai adiantar, não vale a pena querer controlar tudo, vale a pena deixar o controle nas mãos de Deus, e deixar Ele fazer, sei que sairá bem melhor do que se eu fizesse - sem contar que tira essa pressão das minhas costas e a preocupação da minha mente. 
       Aconselho a todos vocês: busquem crescer, quebrar ciclos, mudar padrões! É libertador, traz equilíbrio, paz e realização. Não tenham medo de crescer, é gostoso!

20 March 2017

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       B0m dia caros e caras, como vão todos?

       Vocês já sentiram medo? Eu sinto, diariamente. Tenho bastante medo, e isso não é legal, é aterrorizante, paralisante. É terrível! Eu deixo de fazer coisas, de dizer coisas, tento reprimir sentimentos por causa do medo. Às vezes eu nem sei direito qual o motivo de ter medo de determinada situação  - principalmente quando se trata de relacionamentos, mas ainda assim me deixo aterrorizar por meus próprios pensamentos, em sua maioria infundados. Vocês não tem ideia de como é ruim você ter medo, seu coração dispara, você começa a pensar muito rápido, e ao mesmo tempo você está paralisada, o ar parece não entrar nos pulmões, seu corpo parece feito de chumbo e em uma fração de segundo você tem que agir como se tudo estivesse bem. Claro que essa sensação não é constante, são momentos específicos - como entrar pela primeira vez em uma sala de aula, com uma turma nova para lecionar, porém assim que entro na sala de aula tudo fica bem, é só a caminhada até a porta e depois passa, afinal, ensinar é algo que eu realmente gosto de fazer. Sinto esse medo quando faço algo para alguém comer, e eu entro em semi pânico entre o momento que entrego a embalagem para a pessoa e o momento que vejo a expressão dela ao comer o que fiz, morro de medo de ter ficado ruim e a pessoa não gostar. Isso já aconteceu, e prefiro que a pessoa me diga se não gostou, não ficarei chateada, apenas me esforçarei para melhorar; mas quando a pessoa faz a expressão de que está gostoso o medo some e a alegria toma lugar, e meu mundo se ilumina. 
       O medo só atrapalha minha vida. Só atrapalha! Tento dizer para alguém o que sinto, e não consigo, tento demonstrar sentimento e fico travada. Faz quase um mês que tenho andado com duas cartas que escrevi para uma pessoa, sempre que sei que eu o verei eu coloco a carta na minha bolsa, mas nunca entrego. Sempre penso 'hoje entregarei' mas quando o vejo eu travo, e não consigo entregar, por sentir medo. Medo de ele entender errado, dele não gostar, de estragar as coisas ainda mais, de piorar quando na verdade eu queria ajudar, dele ser grosseiro, de eu não saber me expressar ao entregar a carta, enfim, medo de coisas que provavelmente não acontecerão, mas eu sofro por antecipação por supostas consequências que provavelmente não acontecerão - afinal acho que ele não leria as cartas, e acho que isso seria ainda pior. Eu comentei com ele que havia escrito as cartas, mas acho que ele nem se lembra, e todas as vezes as cartas estão na minha bolsa. Por incrível que pareça nenhuma das cartas são 'cartas de amor', acho que nunca fiz uma carta expressando todo meu sentimento por alguém e eu deveria fazer isso um dia, creio que será uma excelente experiência; mas sim cartas sobre sentimento, eu escrevo melhor do que falo. Poderia até ler as cartas para ele, seria uma excelente opção, afinal eu sei qual foi o tom de voz com o qual eu escrevi tais cartas. Acredito que se essas cartas fossem lidas muita coisa boa poderia sair disso, mas talvez eu jamais saberei de fato. Pensando racionalmente, só coisas boas podem resultar da entrega da carta, mas o medo é irracional e ele paralisa. Não tenho medo dele, espero que isso não tenha passado pela cabeça de ninguém, o sorriso dele é uma das coisas que mais me dão calma nesse mundo! O que me dá medo é o futuro, o que sairá dessa entrega, e é algo irracional. 
       Você deve estar pensando 'corram pras montanhas, essa menina é surtada e não tem mais jeito', na verdade jeito tenho sim, surtada/o, acho que todos o somos em algum momento ou outro. Meu medo passa, é igual a insegurança, e tem um fundamento. E para ele passar eu precisaria em primeiro lugar falar para as pessoas ao meu redor 'olha, estou com medo, sinto isso, penso aquilo e acho que vai acontecer x coisa, e você pode me ajudar, e seria bom se você pudesse fazer isso, ou algo assim, da sua forma, mas isso me ajudaria muito', segundo esperar que a pessoa me ajude - o que é tão difícil quanto. Às vezes as pessoas podem achar que a ajuda é algo absurdo, quando não é, muitas vezes é só uma frase, me dizer que vai ficar tudo bem, que é só coisa da minha cabeça, me abraçar e sorrir, algumas poucas vezes precisarei de algo mais concreto, mas isso é raro. Inúmeras vezes já liguei pra minha melhor amiga, S, e disse que estava com medo, com receio e afins, e pedi pra ela me dizer que tudo ia ficar bem. Infinitas vezes já pedi para minha mãe, e até mesmo pra
S me mandar mensagem de áudio via whatsapp falando que ia dar tudo certo, ou falando qualquer besteira pois a voz delas me acalma. Esse apoio é bom.

       O medo não é constante, não mesmo, são situações específicas, alguns pequenos segundos, mas que são o suficiente para mudar a batida do meu coração. E em todas essas situações tem como alguém me dar segurança, seja sorrindo, me abraçando, segurando na minha mão, me dizendo que tudo vai ficar ou alguma outra coisa parecida e por aí vai. Tenho falado bastante sobre isso, mas sei que a chave para que isso não aconteça mais, ou diminua de forma significativa - e o mesmo vale para a insegurança - é a conversa, é a partilha, é chegar no outro e dizer 'olha, acontece assim, você pode me ajudar ? muito me ajudaria se você fizesse/agisse assim' - claro que não de forma tão direta, sempre com um jeitinho bonitinho. Eu sei que eu faria isso se alguém me pedisse ajuda, aliás, uma vez falei para uma pessoa que sempre estou disponível para ajudar, e que tudo o que alguém fizer por mim/para mim ou para me ajudar eu retribuiria em dobro e muito mais. Esse é meu jeito de ser, e eu não consigo evitar. 
       O triste é que muitas vezes as pessoas não estão dispostas a ajudar, a se entregar e a aceitar a entrega do outro. Sei que cada um tem seu tempo, e isso tem se tornado cada vez mais claro para mim com o passar dos dias. Eu tenho meu tempo para ver meus erros, e entender e processar meu sentimento por outro alguém, tenho meu tempo para me abrir, para pedir ajuda, para me declarar e me entregar de corpo e alma (e a entrega aumenta com o passar do tempo, pois o sentimento aumenta também), os outros tem seu tempo de amadurecimento, de percepção do quanto gosta, de reflexão etc. Só não podemos achar que o outro, ou que nós mesmos, esperaremos para sempre alguém, por mais que amemos essa pessoa, por mais que lutemos com todo o nosso coração para aguentar o sentimento e tentar transparecer que está tudo bem, em algum momento cansaremos de batalhar sozinhos, de querer algo que talvez não virá, cansaremos de nos apegar a esperanças que muitas vezes somos nós mesmos que a criamos. E isso é bonito de certa forma, é o sentimento que está em nós, é a vontade de estar com alguém que supera nossa razão, e o esperar e o esperançar que essa pessoa também queira estar conosco, torcer para que ela veja a vontade de tudo fazer novo, de corrigir erros, de cometer novos erros, de ambos se ajudarem e entender que tudo fica melhor quando temos uma pessoa que gosta de nós apesar dos nossos defeitos e quer permanecer ao nosso lado, mesmo com todo o medo, queremos estar com essa pessoa. 
       O medo existe, ele é real, mas a esperança também. E entre um sentimento ruim, e um bom... bem, aquele que é bom vence, sempre vencerá! E fica mais fácil, fica melhor quando temos alguém com quem contar, quando isso acontece ele vai embora rapidinho e nunca mais volta.

15 March 2017

Humano

       Bom dia caros e caras, como vão todos?

       Ontem eu escrevi um texto um tanto quanto pesado, não sei se o publicarei em algum momento, escrevi pois precisava escoar da minha mente algumas coisas que estavam me perturbando.  Eu gosto de escrever, gosto de me expressar por meio de palavras escritas. Não escrevo para me aparecer, por drama ou seja lá o que pensarem - sinceramente, não me importo com o que pensarem, não escrevo para os outros e sim para mim. Tanto que eu quase não passo o blog para ninguém, somente para quem eu confio de verdade, e eu duvido muito que essas pessoas leiam o blog, mas eu passo mesmo assim. Se essas pessoas passam para outras pessoas, bem, isso já não é meu problema. Até o presente momento não recebi nenhum comentário em meus artigos, e nem ninguém veio falar sobre eles comigo. Acho que seria legal se alguém viesse conversar comigo sobre os artigos, ou receber algum comentário, seria uma surpresa boa. Perfeito seria se a(s) pessoa(s) que eu realmente gostaria que lessem meu blog viesse(m) falar comigo. Aqui eu consigo me abrir 100%, não sou boa com sentimentos - não em sentir, pois eu sinto, e sinto muito!, mas não sou boa em falar e em demonstrar. Quando passo o blog para alguém é porque essa pessoa é importante para mim, gostaria que ela conseguisse me entender e me ver um pouco melhor, gostaria que ela lesse os pequenos pedaços da minha alma e de meus sentimentos. Infelizmente, geralmente, a pessoa que eu mais gostaria que lesse o blog não lê; mas isso faz parte, são as pequenas frustrações que temos que lidar. 
      Acho que uma das maiores dificuldades humanas é perceber o que é importante para o outro, sempre nos baseamos em nós mesmos e esquecemos que o outro tem prioridades diferentes das nossas. Meu blog é muito importante para mim, se eu dei o link para você é porque você realmente é importante para mim, se eu perguntar se você leu o blog é porque, para mim, é extremamente importante que você leia, pois aqui eu falei algo que eu gostaria que você soubesse e eu não consigo falar ou não sei como falar diretamente. Hoje eu estava conversando com uma moça que trabalha comigo, a ML (sempre iniciais), ela é uma boa moça, excelente funcionária e sei que ela tem um bom coração. E infelizmente ela está passando por alguns problemas de saúde, problemas sérios até. Aparentemente ela está desenvolvendo vitiligo, tudo indica que seja isso, porém uma médica bem cruel disse que era câncer, e disse de uma forma muito cruel - ela me contou. Eu fiquei nervosíssima com a falta de tato da médica, eu fui pesquisar sobre câncer de pele e vitiligo e vi que as manchinhas que ela tem na pele correspondem totalmente com o vitiligo e nada com câncer, chamei ela pra conversar e durante a conversa percebi o quanto falta humanidade entre nós, não eu e ela, mas entre nós seres humanos. 
       Sinceramente, eu acho que não vemos mais o outro como um ser, uma pessoa, passível de falhas e com sentimentos, mas somente como algo quase robótico, automático, pessoas que devem corresponder totalmente com aquilo que queremos que elas sejam sem ao menos falar, dizer quais são nossas expectativas. Apenas nos impomos e um abraço se a pessoa não aceitou - e falo isso por mim também - e simplesmente descartamos quando algo não nos convém. Hoje em dia não batalhamos mais pelas pessoas, apenas seguimos em frente, e esquecemos que somos humanos, que temos sentimentos, que erramos e que também reconhecemos nossos erros, que merecemos segundas chances.
       As pessoas com quem me relaciono não entendem minha insegurança, não entendem minhas dúvidas comigo mesma. Quando era pequena passei por uma situação complicada, nesse momento o que mais precisava era do apoio de meus pais, e não o tive. Me senti completamente abandonada, foi uma das coisas mais difíceis de contar para alguém, e não fui acolhida como esperava, talvez seja por isso que tenho tanta dificuldade em me abrir, e creio que foi por causa disso que eu tenho medo do abandono das pessoas que mais gosto. Durante a adolescência eu engordei bastante, e sinceramente eu não ligava para isso. Eu, de certa forma até gostava do meu corpo, meus seios eram enormes! Enormes mesmo! Adorava isso, nada faz com que me sinta completamente feminina como meus seios. E minha mãe muito me criticava - aliás, ainda critica - por estar acima do peso (ao ponto de falar "abaixa a blusa pois suas banhas estão aparecendo" - detalhe: eu tinha abaixado para pegar algo e levantado, e ela estava passando pela porta do meu quarto). Atualmente se eu emagreço ela diz "mas já está bom de emagrecer né?!  Logo, nada está bom. Não se fala para uma menina de 14 anos algo tão cruel assim, isso destrói a auto estima de qualquer um. Então, sempre acho que jamais serei boa o suficiente para ninguém, sempre acho que serei largada do dia pra noite por alguém melhor - seja isso amigos ou namorado. 
      Sinceramente, nos esquecemos que somos humanos, e que dentro de nós bate um coração e não pedra. Não perdoamos as falhas nem dos familiares, exigimos que as pessoas da nossa casa seja como nós queremos que elas sejam, o que dirá sobre quem é de fora? Nos esquecemos de conversar, de compreender, de nos importarmos com o outro, de querer entender o por quê a pessoa que está ao nosso lado é dessa forma. Apenas não nos abrimos, quando alguém pergunta algo não respondemos, não nos abrimos e não damos a oportunidade para que o outro se abra. Chega a ser triste como nos limitamos a relacionamentos superficiais, pegação de uma noite, amigos momentâneos, alegrias instantâneas. Nos contentamos com o superficial, com o fácil, com o insignificante e isso é lamentável! Deveríamos investir em pessoas, investir em amizades, investir em relacionamentos. Todos temos medo, e medo de tudo, às vezes temos medo de ter medo, mas juntos somos mais fortes. Sua vida está corrida, mas tente mesmo assim sair para jantar com aquele amigo querido, ele pode precisar de você e não tem coragem de falar, ou apenas vá tomar um café e se distrair com ele um pouco. Você está com problemas? Peça ajuda para uma pessoa de confiança ou faça terapia, não é vergonha alguma pedir ajuda. Você gosta de alguém, vocês tentaram uma vez e não deu certo? Tenta outra vez! Conversem sobre o que não deu errado, achem um meio termo, procure um terapeuta de casal, sei lá, mas tentem! Não deixe escapar aquela pessoa que você gosta, que te faz falta e que te fez feliz - foque apenas no positivo e trabalhe o negativo, a vida não é uma fuga, não adianta fugir dos problemas. 
       Se tornou muito mais fácil seguir a vida, deixar de lado, fugir do que investir no outro. E isso me assusta, e quem tenta investir, ou quem vai atrás é visto de forma negativa, está implorando afeto sendo que muitas vezes a pessoa não quer perder o outro, quer reconquistar o sentimento, mostrar que aprendeu com os erros, recuperar a amizade ou fazer uma amizade nova. Além de não termos mais interesse pelo outro, não podemos ter interesse, e isso é assustador! Meu conselho para terminar esse texto que já está enorme é: cuide de quem está ao seu lado, perdoe, recomece, dê novas oportunidades e veja o outro como um humano igual você!

05 March 2017

Aproveitem!

      Boa noite caros e caras, como vão todos?

      Estou bem, numa preguiça absurda! Está uma bela noite de sábado chuvosa, seria uma noite perfeita para ficar deitada na cama vendo seriado (ah! o popcorn time voltou a funcionar, agora conseguirei voltar a assistir TWD), mas decidi vir escrever um pouco. Aliás, as coisas que mais gosto de fazer são cozinhar, ler/escrever e ver seriados - detalhes. Meus caros, passei um carnaval bem tranquilo, visitei uma amiga, conversamos bastante e fomos ver o carnaval de rua, na cidade dela ainda tem carnaval de rua de verdade com famílias, pessoas decentes, casais e afins, foi bem gostoso! Conheci um pessoal legal, pessoas com pensamentos diferentes e vidas bem diferentes, mas faz parte. 
      Conheci um rapaz em especial, o P (o nome dele não começa com P, mas o chamarei assim por conta da fantasia que ele estava, aliás, foi por conta da fantasia dele que começamos a conversar). Nos conhecemos quando eu e a J estávamos saindo do bloco, era super cedo, perto da meia noite, havíamos passado só pra ver como estava o movimento, e eu o vi e dei risada da fantasia dele, não o ridicularizando, mas por ter achado graça. Eu ri, ele olhou pra mim e puxou papo, e aí foi... Conversamos, trocamos telefone, e afins. Estamos nos falando sem parar até hoje, e nos conhecemos domingo. Acho que conhecer esse rapaz foi uma das melhores coisas que aconteceu durante meu carnaval. Voltei pra casa ardendo em febre na terça-feira, e não, eu não bebi, não me droguei, não beijei mil caras, dei azar mesmo. Na quarta fui parar no hospital de tão mal que estava, minha febre estava altíssima, chorava de tanta dor no corpo que sentia, fiquei dois dias sem comer, enfim, tava no bico do corvo. Minha mãe me levou ao hospital e ela e minha irmã ficaram comigo, foi algo extremamente importante para mim, e eu falei pra ele que estava indo ao hospital (ele havia pedido uma foto dos meus cabelos pós pintura, sim eu pintei, e eu disse que não tinha como pois estava muito ruim), e ele foi um amor comigo! Ao longo do dia me deu apoio moral, se preocupou comigo e até me fez rir, realmente foi fascinante, ele poderia simplesmente ter ignorado, mas mesmo de longe se fez presente. Conforme os dias foram passando o papo continuou, ele sempre adorável, perguntando se eu estava melhor e sendo gentil, e assim fomos abrindo um pouco da vida para outro, falamos sobre família (gente! ele tem a irmã mais gostosa do mundo! uma baby de 1 ano com as bochechas mais deliciosas que existe!), de relacionamentos e amizade. Descobri que ele é super amigo da ex dele, a L, e ela é o motivo principal desse artigo. 
       Sim, uma ex virou motivo para um artigo. Bem, ele claramente é apaixonado ainda por essa menina, é até bonito de se ver. Ambos são amigos, continuaram amigos depois que ei relacionamento acabou. Eu, particularmente, sou contra amizade com ex. Acredito que a vida segue uma vez que o namoro termina, se a pessoa não conseguiu permanecer em sua vida durante o relacionamento é pelo simples fato que ela pertence ao seu meio, não faz sentido manter um ex por perto uma vez que o namoro acaba - a não ser que você ainda tenha sentimentos pela pessoa, daí é outro departamento, aliás, acho que é a única justificativa plausível para manter um ex por perto. Eu abri esse ponto de vista para o P, e ele discordou, e vejam só! Não virou briga, nem nada, de fato eu mudei galera! Se fosse um mês e meio atrás eu teria brigado, sido inflexível e tudo mais, hoje eu apenas tentei entender o ponto de vista dele, e uma parte minha até aceitou. Me surpreendi comigo mesma, um rapaz pelo qual eu teria certo interesse, que teve um começo de alguma coisa, eu aceitei um ponto de vista e um posicionamento diferente do que estou acostumada, sem ser autoritária, sem nada, apenas deixei fluir (palmas para mim, por aprender a ser flexível, haha). E aceitei tranquilamente até, expus minha forma de pensar, e creio que ele também aceitou. Ambos aceitaram que pensamos diferente, e a vida seguiu. 
       Conversa vai, conversa vem, descobri que de certa forma ele ainda é apaixonado pela L, e isso não me magoou, afinal, não temos nada, aliás, temos um futuro e possibilidades a nossa frente, mas atualmente não existe nada entre nós. Temos umas conversas legais, desabafos e conselhos legais também, mas é só. Diz ele que tem afeto por ela, mas é claro como a luz do sol que ele ainda a ama. E isso é bonitinho. Eles se vêem regularmente, mas sem se 'pegar', em um sentido mais amical/fraternal. Sei que ele tem esperanças de voltarem, mas de acordo com ele, ela quem não quer por medo de relacionamentos - isso é meio comum né? Ela não quer voltar, mas o quer por perto, e por ora ele se contenta com isso. Apesar dele gostar dela, a vida dele seguiu, ele fica com outras meninas, e está aberto a novas pessoas na vida dele; o P não está preso a L, por mais que ele deseje ficar com ela, por mais que ele deseje um relacionamento sério com ela, ele tem tocado a própria vida. Talvez ela ache que ele nunca deixará de ser apaixonado por ela, e que os sentimentos que ele sente estarão sempre seguros, porém, isso não é verdade. 
      Um dia o P pode conhecer alguém legal, alguém por quem ele vai se apaixonar, e 'esquecer' da L, ver que por ora ela quer curtir a vida, estar sozinha, aproveitar contatinhos e pegações de uma noite só. Já ele quer algo sério, sólido, uma pessoa pra estar junto. Ele entendeu que dá pra equilibrar a vida estando em um relacionamento sério, namorada, amigos, tempo só pra ele, mas ela ainda não. E isso é algo que me dói ver. Um casal que tudo tem pra dar certo, mas que por bobeira de uma das partes não dá. Por causa do medo de um, do orgulho de um, por causa do erro de outro, ou por uma falta de maturidade o relacionamento acaba. Tenho vontade de pegar essas pessoas (e eu me incluo nelas em alguns momentos) e dar uns bons tabefes. Tenho vontade de falar "L, ele te ama menina! Larga mão do seu medo besta de estar em um relacionamento, e aproveita esse cara fantástico que está ao seu lado, ele pode ter cometido erros no passado, mas sabe, conversa com ele, tenho certeza que ele estaria disposto a começar do zero com você e tentar reparar aquilo que não deu certo. Sei que se vocês conversarem sobre o que fez o namoro acabar, vocês vão se entender e com pequenos ajustes, vocês serão o casal mais feliz do mundo. Gata, ele fez um bouquet de flores de origami pra você e andou 3km pra te entregar!!! Você tem noção de como são raros os caras que fazem isso por uma menina? Que dão flores, que andam para te ver, ou que fazem qualquer gesto pra te agradar? Sou mais velha que você, então posso dizer o quão raros eles são. E, conselho do meu coração pro seu, quando um rapaz te oferecer flores, guarde esse cara pra você pra sempre! Não deixe ele escapar, você vai se arrepender grandemente. Aproveita L enquanto ele ainda te ama, pois amanhã ele pode encontrar outra pessoa.". Nossa! Ficou um pouco grande o que eu diria pra L se pudesse, mas disse só a verdade. Hoje, o P está encantado por mim, conversamos bastante, trocamos várias ideias legais, e achamos estranho quando tocamos no assunto de ex, mas ainda é recente, então não ligo muito pra isso (francamente, que bela evolução essa minha, ainda me surpreendo, pois quem me conhece há um tempinho maior do que um mês atrás sabe como minha tolerância para ex de peguete, rolo, namorado, é zero). Gosto de conversar com o P, ele é legal comigo, e vamos ver no que da, sem maiores expectativas, acho que estava vivendo a vida de forma intensa ao extremo, e isso atrapalhou um bocado, foi bom pois agora aprendi a viver mais leve. 
       Deixando de divagar, voltando ao P e a L... Bem, hoje o P está encantado por mim, sou algo novo na vida dele, mas sei que ele ama a L - e eu não tenho a meeenor pretensão de mudar isso, já falei algumas vezes pro P sobre o quanto torço para eles voltarem. E acho que as pessoas deveriam ficar com quem elas amam, com quem gostam de verdade, não com o encanto do momento, e muito menos desistir de um namoro pois um obstáculo maior surgiu, ou algumas brigas se tornaram mais frequentes - galera, a fase de briga passa, dura um tempo mais passa. Dá medo, claro que dá, eu também sinto medo de namoro sério (tenho medo de perder minha identidade - se adaptar a pessoa e ceder/mudar em alguns aspectos é necessário e bem diferente de se despersonalizar, tenho medo de não ser aceita pela família/amigos do cara, tenho medo de sofrer, entre outros), mas ainda acho que vale a pena engolir o medo, ou trabalhar o medo juntamente com a pessoa ao seu lado. Talvez você tenha terminado com a pessoa que estava ao seu lado, talvez você ache que ela sempre estará lá, mas, e se quando você perceber o quanto gosta dessa pessoa ela já estiver com outro? E aí? Como seu coração ficará? Hoje, o P está apaixonado pela L, mas ainda assim aberto caso alguém novo surja em sua vida, e isso quer dizer que ele está começando a se cansar de sofrer pela espera. E com todos é assim, todos temos nosso 'tempo de espera' e ele tem uma data de validade. 
       Eu tenho o meu tempo de espera, para cada caso é um tempo diferente mas ele também tem sua data de validade. Durante esse tempo espero mais que tudo uma mensagem da pessoa, uma mensagem dela me chamando pra conversar, dela dizendo que sente minha falta, ou algo bobo como 'cortou os cabelos', mensagens belezinhas. Essas mensagens derreteriam meu coração, colocariam um sorriso no meu coração, e por mais que o tempo estivesse acabando, o relógio resetaria e voltaria para o início. Mensagens com teores sexuais, ou insensíveis me doem por dentro, me vejo como um objeto e me sinto uma idiota por esperar, e por mais que goste da pessoa e que gostaria de dar uma abertura para uma conversa, ou um sim para o teor mais sexual, eu acabo me fechando. Faço isso pois, por mais que goste, por mais que eu aceitasse ou que eu quisesse fazer algo extra com a pessoa, acredito que não é assim que duas pessoas que se gostam deveriam voltar a se falar, creio que deva ser algo mais tranquilo. Meus leitores amados, se vocês tem alguém assim na vida de vocês, alguém que gosta de vocês, e que vocês já gostaram ou ainda gostam de certa forma, aproveitem! Isso é raro, é bonito, é especial! Porém, se por algum acaso vocês não sentem isso pela pessoa, por favor, libertem-a, por compaixão, é a coisa mais correta e humana que vocês podem fazer. É provável que a pessoa liberta sofra por um curto período, mas depois ela será livre pra seguir com a própria vida. Agora, se a ideia de perder essa pessoa (gente, usei bastante a palavra pessoa nesse artigo não? melhorarei isso no próximo, prometo!)  não te agrada, então, faça algo para que essa perda não aconteça!

02 March 2017

Reencontro

     Bom dia Queridos e Queridas, como vão todos ?

       Sempre começo meus artigos perguntando como vocês estão por realmente esperar que todos estejam bem. Nem sempre estou bem quando escrevo aqui estou bem, às vezes chateada, outras magoada, algumas confusa e por fim feliz, depende do momento - ou do assunto trabalhado no artigo.
       Esse mês de fevereiro foi extremamente intenso, aprendi coisas na marra - que ao meu ver é a forma mais dura de se aprender, mas às vezes é a única maneira que nos resta, e isso foi um tanto quanto sofrido (mas que fique claro, esse aprendizado não foi ninguém que me causou, ou alguém que me fez mal, apenas foi algo necessário para minha vida e minha evolução enquanto ser humano), mas ainda bem que pude contar com algumas pessoas para me dar suporte, apoio e consolo. As pessoas que mais estiveram ao meu lado nesse mês foram minha mãe e meu amigo M. Sem eles esse mês teria sido bem mais difícil, minha mãe sempre sendo meu porto seguro e ponto forte (nota mental: sempre me lembrar do positivo dela, mesmo quando ela me irritar ou for grossa, o positivo dela supera o negativo - aliás, acho que deveríamos ser assim com todos, mas nem sempre é fácil fazer isso, geralmente nos deixamos levar pelo momento ruim e nos esquecemos das boas coisas que aconteceram), e meu amigo M que foi minha esperança, meu sorriso e meu coach de pensamentos e evolução humana em alguns pontos de vista que tinha, ele me ajudou a ver coisas de forma diferente, e a entender algumas coisas - espero que essas questões eu sempre continue pensando racionalmente, e não emocionalmente, mas, isso só saberemos mais pra frente.  
      Esse mês foi algo bem inédito e exótico, vim visitar uma amiga minha na cidade onde ela faz mestrado, foi algo bem de última hora, e foi a melhor decisão que tomei, tenho me distraído, conhecido gente e feito coisas novas. Pela primeira vez eu 'pulei' carnaval. Aqui tem carnaval de rua, algo bem tranquilo, bem suave, acho que aqui se manteve a tradição de bloco de carnaval sem se tornar em uma festa baderneira e de pegação pura. Foi uma experiência bem legal. Porém, percebi que estava meio deslocada, já não pertencia mais a esse meio de festa e folia e de pegação. Não estou bebendo por ora, por motivos pessoais, e não por não gostar; pelo contrário, eu gosto sim de beber, mas evito ao máximo ficar bêbada - isso não me pertence mais. Ainda assim o bloco foi legal, conheci pessoas bem interessantes, e talvez meu conceito sobre o carnaval tenha mudado; mas isso é outra coisa que só saberemos com o tempo. Durante a festa comecei a conversar com minha amiga, a J, e falei que talvez aquele ambiente já não mais me pertencia, que havia crescido, e que no momento vejo mais graça em outras coisas. Disse que preferia estar no carnaval com um namorado, curtindo com ele, mas talvez não todos os dias, mas ainda sim com alguém. Vi inúmeros casais nos blocos, e isso me deu uma certa tristeza no coração, pois muitas pessoas acham que estar em um relacionamento é se privar da vida, mas não é. Algumas vezes você abrirá mão de certas coisas pelo namoro, e outras vezes vocês farão as coisas juntos, mas isso é uma maturidade que alcançamos ao longo do tempo. 
       Meu intuito hoje é falar sobre maturidade, sobre pessoas que realçam nosso melhor lado e pincelarei sobre momentos ruins. Caros e caras, maturidade não tem nada a ver com o dígito do ano que você nasceu, mas sim com sua vivência e sua capacidade de distinguir o que vale ou não a pena. Em um mês eu amadureci muito, percebi que não vale a pena se deixar levar por inseguranças bobas ou ser muito rígida, dura e inflexível; essas coisas não nos trazem nada de bom. Esse mês eu cortei meus cabelos, quando algo de muito significativo acontece em minha vida, ou uma mudança muito grande em minha forma de pensar acontece, costumo exteriorizar isso cortando meus cabelos. É libertador. Creio ainda não ter terminado 100% minha mudança, talvez amanhã eu pinte meus cabelos - mas isso ninguém sabe hahaha, chegarei em casa com os cabelos coloridos, e e será uma bela surpresa para aqueles que me viram somente no começo do mês ou antes do carnaval. Mas repito, é apenas uma possibilidade, não sei mais se consigo evoluir nesse mês que já está acabando.  
       A maturidade um dia chega, para alguns mais cedo, para outros mais tarde. Creio que algumas pessoas se recusam a crescer, talvez por medo ou receio. Entendo essa questão de ter medo, eu também tenho muito medo, mas não de amadurecer. Tenho medo de ficar sozinha, tenho medo de não amadurecer, tenho medo de não evoluir, de não conseguir reparar meus erros, de não conseguir me fazer perdoar por pessoas que amo e principalmente medo de não conseguir falar meus sentimentos verdadeiros para as pessoas. Sou excelente com palavras, tenho ótimos argumentos, mas quando é para falar sobre o que sinto ou demonstrar carinho e amor tenho grandes dificuldades, escrevo bem melhor do que falo, sou capaz de escrever uma lindíssima carta de amor, mas se fosse para falar sairia algo bem terrível - posso começar a escrever a carta para a pessoa, e lê-la em voz alta, acho que isso pode ajudar.  Acredito que quem tem receio de amadurecer teme perder aquela 'liberdade juvenil', por achar que perderão os rolês, as bebedeiras até perder consciência, poder pegar todos e todas sem nunca se apegar... 
       Há uma certa preocupação daqueles que querem continuar adolescentes para sempre em perder esse vazio dessa fase, sim, vazio! Noooossa, como assim? - você deve estar pensando, e eu lhe respondo: ao meu ver essa gandaia toda é uma forma de suprir alguma carência. Antes que vocês comecem a me apedrejar deixarei bem claro que: adoro sair, adoro bar, adoro beber, mas não preciso sair pegando todos, beber até perder consciência, não mais pois essa fase já passou. Hoje em dia eu entendo que é muito melhor ter alguém pra quem voltar, alguém pra ir junto, alguém pra estar junto. E isso não quer dizer que vocês se tornarão uma pessoa só, convenhamos, nem tem necessidade, e também não quer dizer que você só estará com a pessoa parceira, mas que tudo fica melhor quando estão juntos, e que os momentos separados são gostosos, também fazem bem, são saudáveis e fazem com que cada reencontro seja como se fosse o primeiro pois bate aquela saudade. Talvez, em um dos meus sonhos mais loucos, estar com alguém é ter um pedaço seu morando dentro de outra pessoa, e; pelo menos pra mim, isso me dá um calorzinho tão gostoso no peito, saber que não estou só. Você pode se perguntar 'mas e o amigos?', os amigos são irmãos fora de nossa família, sinceramente não estaria aqui se não fosse pelos amigos que encontrei ao longo do meu caminho, amigos são dádivas divinas, eu só tenho que reconhecer isso. Porém, o abraço, o carinho, o olhar e o apoio de um amigo é diferente de um parceiro. Meus amigos são essenciais para mim, em todos os momentos, esteja eu em um relacionamento sério ou não, atualmente não me vejo sem a S e nem sem o M - eles são extremamente importantes para mim, o apoio e carinho vindo deles me supre totalmente, mas o relacionamento me transborda. 
       Fiquei solteira por um bom tempo, sem me envolver com ninguém, e nessa época só tinha a S em minha vida, e sempre dizia a ela o quanto ela me supria, mesmo com toda a distância, hoje tenho o M, e ele mora bem pertinho de mim, ele tem aquele abraço masculino acolhedor e protetor, e sei que com eles estarei bem, mas isso não anula a vontade de ter alguém ao meu lado, alguém para me dar suporte quando tudo vai mal, quando passo por nervoso em minha rotina, alguém para partilhar os planos do futuro e fazer planos com a pessoa, alguém para dividir as conquistas e ajudar a pessoa a conquistar tudo aquilo que ela quiser, apoiar quando ela passa por problemas, fazer marmitas e deixar na portaria quando a pessoa está com a vida corrida não consegue comer, ou ainda assim fazer docinhos .  Acho que algumas pessoas acham que não conseguirão ter real prazer em um relacionamento sério, acham que só conseguem se satisfazer com o imoral, com a libertinagem - ou liberdade, pensam que perderão a oportunidade de viver intensamente por estar comprometido com alguém. Eu, em minha vã filosofia, acho que vale a pena se deixar surpreender pela solidez, pela certeza de que alguém estará lá pra você, independente do que aconteça. Sabe, às vezes algumas pessoas encontram-se em momentos diferentes de maturidade, mas se ambos querem estar juntos, vale a pena fazer um esforcinho e ir amadurecendo juntos, cada um em seu tempo e um ajudando o outro. A relação terá seus altos e baixos, mas, enquanto você conseguir lembrar dos bons momentos e sorrir, eles superarão os momentos ruins - eu acho pelo menos. Nada, ao meu ver, supera a alegria de ter alguém, um carinho, um cuidado, um companheiro e acima de tudo: alguém pra quem voltar. 

20 February 2017

Olhar

       Boa noite caros e caras, como vão todos?

       Espero que todos estejam bem, pois eu estou bem! Aliás, após uns bons dias ruins, finalmente estou bem, poderia estar melhor, mas estou em paz - e isso é ótimo. Passei um final de semana consideravelmente calmo: sábado passei a tarde inteira com meu melhor amigo, e foi perfeito! A companhia dele sempre é excelente, mesmo se tivéssemos ficado em silêncio a tarde inteira teria sido muito gostoso, e no domingo eu fui ao cinema durante a tarde, assisti um filme excelente, francamente, fazia um bom tempo que não assistia um filme tão bom quanto o que vi. 
       Claro que o melhor do fim de semana foi a tarde inteira de conversa que tive com meu amigo. Gosto bastante de conversar com ele pois ele quebra meus paradigmas,  me faz pensar de uma forma diferente da que eu estou acostumada, ele sabe como falar comigo e me fazer ver as coisas de um outro ângulo; posso dizer que ele me faz pensar na medida certa. Tenho a terrível tendência a pensar muito, mas muito mesmo, além do que deveria e às vezes beiro caminhos bem errados em meus pensamentos (deveria começar a perguntar diretamente, tentar não ficar com questionamentos ou apenas me contentar com o que foi decidido e acordado durante a conversa, afinal, se eu cheguei a uma conclusão aceitável em minha mente não há necessidade de continuar o pensamento, mas, um dia eu aprendo.) - como sempre digo, um dia eu aprendo a escrever um artigo sem divagar, não estou me esforçando muito por enquanto, mas creio que isso sumirá naturalmente, conforme o tempo for passando me tornarei mais focada, com pensamentos mais focados, talvez seja a fase que estou passando. Enfim... 
       Conversamos sobre mil e uma coisas, desde novas fases, de crenças religiosas, 'nova eu' - aliás, estava bem focada nisso, bem firme e forte até ontem à noite que foi quando comecei a pensar alem da conta, negociações, relacionamentos e afins. Ele me acompanhou até minha casa, e falei para ele entrar - queria mostrar minha coleção de elefantes, meus livros e umas fotos que tenho em minha parede. Meu amigo acabou vendo minha agenda desse ano, e mostrei todas as agendas que tenho desde 2005/2006 (na época morava fora do país e as agendas seguiam o calendário escolar), e ele me perguntou se havia algum dia em particular que eu me lembrava. Honestamente não sabia corretamente o dia, mas sabia que em determinado ano, determinada época eu havia escrito sobre algo que me marcou muito. Contei o evento, que envolvia um namorado - meu primeiro namorado na verdade, o chamaremos de D - e comecei a falar sobre minhas expectativas em um relacionamento. 
       Inicialmente falei sobre as expectativas que já vi em pessoas de modo geral, e nisso falei que o que busco, o que almejo são o gestos da pessoa com quem estou, não busco que me idolatrem, ou me encham de presentes, mas sim gestos. Algumas vezes a pessoa que está ao meu lado nem se quer percebe quando faz algo que, para mim, tem um significado imenso e aquece meu coração. Esses pequenos atos podem passar despercebidos se não soubermos olhar com atenção - e é por isso que o gesto tem tanta importância para mim. Contei ao meu amigo o que de tão especial aconteceu naquela época, e contarei a vocês também.
       Dez anos atrás eu era bem diferente do que sou hoje, era bem da turma do rock, tinha uns bons 5 centímetros a menos, e uns bons kilos a mais, não era muito feminina  nem nada (algo um tanto quanto difícil de se imaginar para quem me conheceu nos últimos 5 anos). E fiz uma viagem com minha escola para a Irlanda - como disse, morava fora, e algumas escolas tinham parcerias entre si e facilitava intercâmbios culturais. E foi assim que passei uns dias na Irlanda. Sempre tive facilidade em fazer amizade com meninos, eles são tão simples é mais fácil lidar com eles e creio que eles nos ajudam a pensar de uma forma menos complexa - digo isso por mim, bem, e ao longo dos dias que lá fiquei eu fiz amizade com o D; foi tão bonitinho como nos tornamos amigos que até parece história da Disney, nunca na vida imaginei que me apaixonaria por ele, mas aconteceu. Foi bonitinho, foi puro, foi um sonho. Na última noite que passamos na Irlanda a escola fez uma baladinha para os alunos, foi suuuper legal, mega divertido, eu dancei a noite inteirinha! Adoro dançar, adoro sair, amo beber cerveja - na época não bebia, mas hoje bebo hehehe 
      Aquela noite poderia ter durado para sempre, sentia que ela nunca acabaria, dancei com meus amigos, dancei com o D - só para completar a parte que falei sobre mim, em como eu era diferente 10 anos atrás, o D era lindo, loiro, olhos azuis, magro mas com porte atlético, enfim... - aliás, dancei até cansar, até minhas pernas doerem, e eu ir sentar para descansar por uns momentos, nesse meio de tempo meu namorado, era na época, estava conversando com uns amigos - super normal, e eu sentei em outro local do salão para não atrapalhar a conversa dele com os amigos. Três figurativos segundos depois que eu sentei começou a tocar uma música romântica, e eu gelei, é lógico que eu gostaria que o D me tirasse para dançar, mas não iria pedir, nem nada, seria forçar a situação. A música romântica tinha começado a tocar naquele segundo, e eu vi de relance ele pedindo licença para o amigo, veio em minha direção e estendeu a mão pra mim. Esse gesto, essa mão estendida está gravada na minha memória da forma mais forte que existe, consigo lembrar como se tivesse acontecido agorinha mesmo. Foi mágico, foi um sonho que se tornou realidade. Meu coração pegou fogo, acho que ele nunca havia batido com tamanha intensidade, minhas entranhas pareciam feitas de areia. Me senti uma princesa naquele momento, aliás, acho que foi depois desse dia que comecei a ser mais feminina, algo nesse gesto ligou um botão diferente em mim, mexeu na minha estrutura, e me tornou em alguém diferente. 
       Engraçado, para vocês pode parecer algo tão insignificante, mas para mim foi tudo! Naquele momento me senti amada, me senti querida, senti como se só houvesse eu no mundo, e eu fosse a única pessoa que ele quisesse por perto, apesar de ter 15 anos apenas, naquela dança me senti mulher - e foi assim que comecei a me maquiar, não apenas passar lápis preto e rímel e só, comecei a revelar meu lado mais mulher. E olha, juntamente conosco naquela viagem estava a ex dele, a menina era linda! Magra, olhos azuis, cabelos pretos e lisos, e super branquinha (naquela época eu também era extremamente branca hahaha), e ela vinha tentar dar em cima dele, ou puxar papo - principalmente depois que começamos a nos relacionar, gente, mulher é uma desgrama, convenhamos! - e ele era super seco com ela, mal olhava pra ela, e quando ela chegava por perto ele me abraçava, sorria para mim, ele fazia questão de deixar claro para as pessoas que ele estava comigo, e que era eu que importava.  Sempre presto atenção nisso, meu último relacionamento teve dois momentos assim também. O primeiro foi antes de nos beijarmos, foi no nosso segundo encontro. Saímos com os amigos dele, e estávamos em um bar, estava perto do ombro dele - ambos sentados, e ele virou a cabeça e me olhou. Esse olhar ficou gravado também, foi algo tão bonito, tão caloroso que quase não consigo explicar. Realmente não consigo traduzir, foi especial, não o havia beijado até esse momento, e o olhar que ele me deu fez com que meu coração perdesse o compasso e minhas barreiras caíssem, por causa daquele olhar eu decidi que se houvesse um próximo encontro eu o beijaria. Após isso começamos a nos ver com maior frequência e culminou em um relacionamento sério, tanto que fui conhecer sua mãe. Ela não mora em minha cidade, aliás, mora beeem longe daqui. Ficamos cerca de 20 dias na casa dela, e todas as noites ele acordava durante a madrugada para fazer xixi (confesso que eu também acordo, aliás, acordo para beber água, e uma coisa leva a outra), e quando ele voltava para a cama, toda santa vez, ele me envolvia em seus braços e me puxava para perto de si. Gente do céu! Não tem como explicar como eu me sentia todas as noites quando ele fazia isso, eu sorria todas as vezes. Meu coração parava, sem brincadeira, ele parava no momento que a mão dele tocava na minha cintura e só voltava a bater quando estava perfeitamente acomodada no seu abraço. Nesse momento tudo estava perfeito, tudo estava bem, nada de ruim poderia acontecer dentro daquela puxada para perto. A casa poderia cair que sei que ela não cairia em cima de mim, estava protegida. Essa sensação de calorzinho no coração é imbatível.
       E é por isso que eu digo que o que conta são os gestos. Acho que nem o D, muito menos o H sabem - e provavelmente nunca saberão, o D não sabe português, e apesar de o H ter o link do blog, acredito que ele não o leia - que esses momentos estão gravados em minha memória, que eles aquecem meu coração, e de certa forma me transformaram, ou transformam ainda. Não preciso de grandes presentes, não preciso de grandes declarações - aliás, odeio declarações extensas em redes sociais, mas gosto dos olhares, de puxadas para perto - em qualquer local, qualquer situação, gosto de flores, de sorrisos e mãos estendidas. Isso sim faz a diferença, isso que faz com que eu queira estar com a pessoa, que me faz querer batalhar pela pessoa, que toca no meu coração. Veja bem, já se passou 10 anos e ainda me lembro do D ao me estender a sua mão, e basta fechar os olhos para lembrar do olhar e do sorriso do H ao virar o rosto para mim, sei que não me esquecerei disso. Daqui dez anos me lembrarei disso ainda, isso é o que conta, é isso que faz valer a pena. 
       

17 February 2017

Combo

       Boa tarde caros e caras, como vão todos ?

       Eu estou bem, sinceramente bem - animada até hehehe (só um pouco chateada pois o popcorn time não está funcionando direito e não consigo terminar de assistir ao ep3 da 7ª temporada de TWD - sim, eu estou uma temporada atrasada, eu sei, eu sei; mas já superei esse fato, e estou quase abstraindo o fato de não conseguir assistir TWD). Voltando ao fato que estou animada, meu coração está até disparado, vejam só! 
       Bem, não sei se vocês sabem, mas sou cristã. Tenho bastante fé em Deus, infelizmente me afasto de Deus às vezes - e quando isso acontece tudo dá errado na minha vida, absolutamente tudo! E tudo acontece de uma só vez, é horrível! Não estou que quando estou mais próxima de Cristo nada de ruim me acontece, pois enfrento batalhas do mesmo jeito, mas elas são mais fáceis de lidar pois estou em paz, e quando estou afastada de Cristo a paz some. Ultimamente tenho enfrentado algumas batalhas, e elas não tem sido nada fáceis, muito pelo contrário, essas batalhas tem consumido tudo o que eu sou. Tenho a terrível tendência a fica obcecada pelos meus problemas até que eles se resolvam, conforme cada uma vai se resolvendo fico mais leve e alegre - até minha pele fica mais viçosa. Toda vez que me afasto de Deus eu passo por um grande deserto, e esse deserto me leva para mais perto de Deus, faço várias orações, leitura bíblica... E é gostoso esse reaproximar, esse recomeço com Deus, aliás, acho que todos deveríamos ter alguns recomeços ao longo da vida. Mesmo com a reaproximação com Deus, ainda tenho surtos de ansiedade, de insegurança e acima de tudo medo, e eu garanto, ter medo é o pior sentimento que existe! 
       Será que algum dia eu conseguirei escrever um artigo sem divagar tanto? Enfim... Com todas essas batalhas, e aproximação com Deus, leituras bíblicas entre outros, percebi algumas coisas sobre mim que não eram legais. Já havia pensado sobre esses meus defeitos, mas nada concretizado ainda, e ontem, conversando com uma aluna a H, e em uma conversa diferente, com teor similar, com uma amiga MM (nome composto) algumas fichas caíram. Colegas! Essa semana tem sido de grandes revelações em minha vidinha, estou até meio zonza. Minha conversa com a H era sobre repetir comportamentos padrões, como os comportamentos de nossas mães. Todas nós falamos "jamais farei isso, quero ser totalmente diferente de minha mãe quando for minha vez", e temos a doce ilusão de que isso será verdadeiro; bom, pode se tornar, mas falarei sobre isso um pouco mais pra frente. Eu sempre disse que jamais seria como minha mãe em relacionamentos: dura, inflexível, possessiva, mandona e uma pessoa que impõe sua vontade, sem considerar o outro. E vejam só a ironia do destino: eu fiz exatamente isso! E não foi uma experiência agradável, pois acabou levando o melhor relacionamento que eu já tive pro brejo. Como isso doeu, perceber que havia caído em uma armadilha criada por mim mesma. 
       E é nesse momento que entra não somente a conversa com minha amiga MM, minha animação e Deus - "nossa! Quanta gente" você deve estar pensando, mas elas se complementam. Primeiro falarei da minha conversa com a MM, na verdade foi uma conversa via whatsapp, uma loonga conversa (a bonita me mandava áudios enormes! o menor deles tinha cerca de 7 minutos, e o maior tinha 16!!). Ela acabou de se casar, e começamos a falar sobre relacionamentos, não abri muito minha situação pois não achei necessário, falamos sobre mudanças, sobre orgulho e sobre o amor. Acredito que o ponto principal dessa conversa tenha sido o fato de que quebramos nosso orgulho quando gostamos de verdade de alguém (que fique bem claro, falávamos de nós duas, do que nós faríamos e não do que esperávamos do outro). Nós mudamos sem perceber pelo bem do relacionamento, tudo aquilo que dizíamos que nunca faríamos ou aceitaríamos caí por terra, e se torna um prazer fazer. Como já diria Paulo em 1 Coríntios 13.1-13 (farei um breve resumo) "ainda que falasse a língua dos anjos, sem amor nada seríamos; pois o amor é bondoso, paciente, tudo suporta, tudo crê, não busca seus interesses, é benigno, tudo sofre  e tudo espera". Essa passagem é linda, é extremamente forte, e extremamente esclarecedora. Deus entra nesse momento, na transformação, e no amor. Creio plenamente que foi Cristo quem deixou beeeem claro meu jeito errado de ser, pois até entrar em meu deserto eu achava que agia em certas coisas como minha mãe, mas que ainda assim era diferente. Achava isso pois durante um período pré-deserto eu era mais carinhosa e mais gentil, e aos poucos entrei numa fase em que fui horrível, grosseira, orgulhosa e arrogante com todos (como falado no artigo precedente), e logo após esse momento eu entrei no deserto, o tão dolorido deserto - que fique claro, eu mesma me coloquei na situação que estou hoje, ninguém colaborou, ninguém me fez sofrer, nem nada; eu de livre e espontânea burrice me coloquei nessa situação. E somente Deus sabe que faria de tudo para revertê-la. 
       Ao entrar no deserto eu comecei a ver algumas coisas, perceber algumas coisas que deveriam ser mudadas, já as tenho na minha mente, na teoria, o principal fato é que o combo dureza+inflexibilidade+orgulho+arrogância tem sido quebrados e se transformado em gentileza, carinho e compreensão. Isso é legal, fico tão animada quando consigo perceber meus erros, e ainda dá tempo de corrigir, afinal, não estou morta! Estou tão feliz por ter percebido agora, antes tarde do que nunca, algumas coisas que preciso mudar. E olha, é tão agradável poder mudar por algo que vale - ou valerá - a pena: um amor, um relacionamento. Estou ansiosa, num bom sentido, para colocar logo em prática tudo o que está borbulhando dentro de mim. Não sei exatamente como serão meus dias daqui pra frente, não sei o que o futuro me aguarda, mas sei que estou com um brilho diferente nos olhos, com um ritmo novo no coração e uma vontade absurda de mostrar que mudar pode ser prazeroso, e isso é possível, mudar sem nada exigir, mas sim por valer a pena, por ser bom. Ainda tenho muito o que evoluir em quanto ser humano, creio que morrerei e ainda terei muito o que mudar, mas posso me contentar com o que consegui por enquanto.